Texto de Breno Gallina, aluno de Jornalismo da PUCPR
Sob orientação de Rogerio Galindo
Durante um trabalho de limpeza nesta terça-feira (4), uma mulher presa que participa do projeto Justiça sem Grades encontrou R$8,100.00 em espécie. O projeto é uma cooperação entre a Prefeitura Municipal de Sengés e a Polícia Penal do Paraná (PPPR).
O trabalho estava sendo realizado pela Vigilância Sanitária de Sengés, com o auxílio de mão de obra e guardas municipais da cidade, e foi realizado por causa de denúncias da vizinhança que o terreno estava acumulando materiais, potencialmente causando riscos à saúde pública.
O dinheiro recolhido pela prisioneira foi entregue ao Poder Judiciário, que deve retornar para as finanças do dono. William Ribas, o coordenador regional da Polícia Penal em Ponta Grossa, afirma que as atitudes dessa mulher justificam a confiança do governo no projeto. Nas palavras dele, “Essa atitude é a prova de que quando o Estado oferece oportunidade e acompanhamento adequado, o retorno vem em forma de responsabilidade e transformação. O trabalho é uma ferramenta poderosa de reinserção social e o resultado está evidente nesse gesto de integridade”.
O projeto Justiça sem Grades é uma iniciativa que pretende reintegrar socialmente prisioneiros por meio de trabalho físico sob vigia de policiais, e conta atualmente com 24 encarcerados em Sengés.
De acordo com a policial penal e gestora da Cadeia Pública de Sengés Indianara Barbosa, “temos acompanhado de perto a evolução das pessoas privadas de liberdade inseridas no Justiça Sem Grades. Essa atitude [da prisioneira] mostra que o investimento em políticas de reintegração social traz frutos concretos”.
Esse projeto não é o único do Paraná. Outras prefeituras têm parcerias com a PPPR e com a Fundepar (Mãos Amigas), para reformar colégios estaduais. Entre os prisioneiros do estado do Paraná, aproximadamente 35% deles estão envolvidos em trabalho físico proporcionado pelo governo.