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Hospitais precisam de mais doadores de sangue durante as férias: veja como ajudar

Durante momentos de férias e feriados, sua contribuição pode salvar vidas

Hospitais precisam de mais doadores de sangue durante as férias: veja como ajudar
Publicado:

Texto de Breno Gallina, aluno de Jornalismo da PUCPR
Sob orientação de Rogerio Galindo

Doar sangue salva vidas, independente do momento. A necessidade de sangue é algo constante, porém em períodos de férias e feriados, como no final do ano, a demanda por sangue é particularmente alta.

De acordo com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), as doações caem em até 30%, prejudicando o estoque de sangue; enquanto isso, devido ao número maior de viagens, o número de acidentes em rodovias também aumenta, drasticamente aumentando a necessidade de doadores.

Como doar

Com isso em mente, existem diversas opções em Curitiba para a doação de sangue. Entre elas, estão o Hemepar, Hospital Erasto Gaertner e Hemobanco.

O Hemepar, órgão do Estado, tem dois locais diferentes para doação. O primeiro deles é o Hemocentro Coordenador, na Travessa João Prosdócimo, 145, no bairro Alto da XV; já o outro é Hemonúcleo (HN), anexo ao Hospital de Clínicas da UFPR, na rua Agostinho de Leão Junior, 108, no bairro Alto da Glória.

Para doar sangue nesses locais, é recomendado agendar pelo site do governo do estado para evitar filas, mas também é possível ir pessoalmente sem agendar.

Caso você queira ajudar especificamente pacientes que sofrem de câncer, o Hospital Erasto Gaertner também recebe doações de sangue. O hospital especializado no tratamento oncológico está localizado na rua Dr. Ovande do Amaral, 201, no bairro Jardim das Américas. É recomendado agendar a doação online, porém para doar nos sábados é obrigatório realizar o agendamento.

Outro local que ajuda no tratamento de pacientes oncológicos é o Hemobanco. 30% do sangue doado para o Hemobanco é direcionado para redes públicas, enquanto uma significativa porção do resto é utilizado no tratamento de câncer. O estabelecimento se encontra na rua Capitão Souza Franco, 290, no bairro Bigorrilho. Mais uma vez, é recomendado agendar online, mas é possível realizar a doação sem o agendamento.

O processo de doação é simples: no dia, após esperar sua vez, o doador passará pela triagem para determinar sua aptidão, e em sequência ele será direcionado para a sala do procedimento. Lá são realizados alguns simples exercícios para ativar a circulação, seguidos da extração do sangue, que pode demorar de 5 a 15 minutos.

Com a finalização do procedimento, o paciente recebe um lanche para se recuperar, e deve passar no mínimo 15 minutos no local. Durante esse período, não dobre o braço utilizado por 10 minutos, para evitar hematomas; e caso passe mal, notifique os trabalhadores do local, e apenas saia do local caso se sinta bem.

É importante se cuidar nas horas seguintes, para garantir seu bem-estar. Tome bastante água, evite o consumo de álcool por 12 horas, assim como exercícios físicos. Além disso, não fume na hora subsequente, e mantenha o curativo na região onde o sangue foi extraído por pelo menos 5 horas. Caso passe mal após sair do local, sente-se com a cabeça entre os joelhos ou deite-se imediatamente, de preferência com as pernas elevadas, enquanto respire lenta e profundamente.

Restrições e avisos

Antes de ajudar, é importante saber as condições de doação, e se você pode doar. O doador deve ter no mínimo 51 quilos, ter entre 16 e 69 anos, e se sentir fisicamente bem. Doadores menores de idade (de 16 a 17 anos) devem estar acompanhados de responsáveis legais. Em certos lugares, doadores de acima de 60 anos precisam ter doado sangue pelo menos uma vez antes de completar 60 anos, 11 meses e 29 dias.

No dia da doação, é necessário se apresentar com documento original com foto, e é importante se alimentar bem e estar bem hidratado. Porém, é recomendado evitar comer comidas gordurosas até 4 horas antes da doação. Logo antes, é importante tomar 2 copos de água, para que não haja complicações na extração do sangue.

Existem limites de quantas doações podem ser feitas em um certo período de tempo, para garantir o bem estar do doador. Para mulheres, o limite é de 3 doações anuais, com períodos de 90 dias entre doações; já para homens, o limite é 4 vezes por ano, com intervalo de 60 dias entre as doações. Também é importante não ter recebido sangue ou derivados há menos de um ano.

Além disso, existem restrições que impedem indivíduos de doar caso atendam certas condições, podendo impedir a doação por semanas ou até meses, dependendo do caso. Indivíduos que viajaram para o exterior, para o estado de Espírito Santo ou para regiões com incidência de malária (Norte do país, além do Mato Grosso e Maranhão) devem esperar 30 dias para doar.

Caso apresente sintomas de gripe ou diarreia, espere 7 dias após a cura para doar; junto disso, se tiver febre ou estiver usando algum antibiótico, é necessário esperar 15 dias após a cura e final do tratamento. Não use álcool ou maconha até 12 horas antes da doação. Deve-se esperar 6 meses antes de doar caso tenha feito tatuagens ou piercings; e no caso de piercing oral ou genital, a espera aumenta para 12 meses após a remoção dos apetrechos.

Para as mães, é importante saber que deve se esperar 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana, além de não poder doar enquanto for a única (ou principal) fonte de alimento para o bebê, sendo 12 meses após parto.

Indivíduos que morem com alguém com hepatite em casa devem mostrar evidência que a pessoa que sofre da doença tenha sido imunizada via vacina (para hepatite B) ou que ela tenha sido definitivamente curada (para hepatite C). Outra doença importante de se lembrar é o hipotireoidismo: caso tenha hipotireoidismo Hashimoto agudo, não é permitido doar.

Diferentes cirurgias demandam tempos diferentes de espera, porém a maioria delas são entre 3 e 12 meses. Da mesma forma, endoscopia, colonoscopia e cirurgias laparoscópicas te impedem de doar por 6 meses. Caso o doador faça cateterismo para exame, ele deve esperar 15 dias para doar; e da mesma forma, tratamentos com botox, ácido hialurônico e similares impedem a doação por 15 dias.

Medicações para hipertensão como propranolol, atenolol ou similares, além de doxazosina impedem a doação enquanto consumidas. Caso o indivíduo utilize mais de 3 medicamentos para doença crônica e/ou mais de 2 medicamentos para tratamento de saúde mental também o torna desqualificado para doação. Além disso, caso utilize medicações para alergia ou urticária, é necessário esperar 7 dias após o término do tratamento e de sintomas.

Em situações nas quais houve maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, como contato sexual com mais de uma parceria simultaneamente ou suas respectivas parcerias sexuais, espere 12 meses. Porém, se tiver apenas uma parceria sexual fixa, espere 6 meses desde o primeiro contato sexual com a pessoa; e se o contato sexual com a pessoa for ocasional, espere 6 meses desde a última relação. Aqueles que fizerem o tratamento com PREPS (Pré Exposição com parceiro HIV +) ou PEPS (Pós Exposição com parceiro HIV +) devem esperar até 12 meses após o último contato com o parceiro HIV + antes de doar.

Diabéticos não podem doar caso usem insulina, e indivíduos com pressão alta acima de 180/100 mmHg também não. Caso tenha feito um tratamento dentário de limpeza e restaurações, é necessário esperar 72 horas; no caso de extração e canal, são 7 dias; e com cirurgias é de 7 a 30 dias.

Vacinados para febre amarela, tríplice ou dupla viral, dengue devem esperar 30 dias; enquanto Dupla e tríplice bacteriana, H1N1, Hepatite B, HPV, Coronavac/Covaxin, e antirrábica (profilática) devem esperar 48 horas. Caso tome vacinas contra COVID como AstraZeneca/Janssen/Pfeizer, deve-se esperar 7 dias, e caso receba a vacina antirrábica devido a mordida de um animal, é necessário esperar 1 ano. Independente da vacina, é de suma importância que apresente o comprovante de vacinação.

Entre os impedimentos definitivos, está hepatite viral após os 11 anos de idade, diabetes insulinodependente, epilepsia ou convulsão (mas caso passe 3 anos sem crise e sem medicamento, passa a ser possível doar), Hanseníase, doença renal crônica, histórico de câncer (com exceção basocelular de pele e carcinoma in situ de cérvix uterina) e antecedentes de acidente vascular cerebral. 

Junto disso, evidência clínica ou laboratorial de doenças transmissíveis pelo sangue como Hepatites B e C, AIDS (Vírus HIV), doenças associadas ao HTLV I/II e doença de Chagas, além de cirurgia cardíaca, também impedem a doação de sangue definitivamente.

As restrições existem não para julgar possíveis doadores, mas sim para preservar a integridade física tanto do recebedor, quanto do doador. Caso não se sinta confortável com a ideia de outra pessoa recebendo seu sangue, independente da razão, você tem o direito de realizar o chamado voto de autoexclusão para descartar seu sangue.

Serviço

Hemepar

Local: HEMOCENTRO COORDENADOR - HEMEPAR CURITIBA – 2ª Regional de Saúde

Endereço: Travessa João Prosdócimo, 145, Alto da XV

Horários: Segunda a sábado das 7h30 às 18h

Site: https://www.saude.pr.gov.br/servicos/Saude/Doacoes/Agendar-doacao-de-sangue-no-Hemepar-xv3Kqxo1

E-mail: [email protected]

Telefone: (41) 3281-4000

Local: HEMONÚCLEO (HN) - BIOBANCO DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UFPR - 2ª Regional de Saúde

Endereço: Agostinho de Leão Junior, 108, Alto da Glória

Horários: Segunda a sexta-feira das 7h30 às 17h30; sábado das 7h30 às 12h30

Site: https://doador.biobanco.hc.ufpr.br/PrototipoBiobanco/

E-mail: [email protected]

Telefone: (41) 3360-1875

Hospital Erasto Gaertner

Local: Hospital Erasto Gaertner

Endereço: Rua Dr. Ovande do Amaral, 201 – Jardim das Américas

Horários: Segunda a sexta-feira das 9h às 16h30; sábados 8h às 12h

Site: https://www.erastogaertner.com.br/pagina/banco-de-sangue

Telefone: (41) 3165-4509

Hemobanco

Local: Hemobanco

Endereço: Rua Capitão Souza Franco, 290 - Bigorrilho

Horários: Segunda a Sexta-feira das 7h às 16h; sábados das 7h às 13h

Site: https://hemobanco.com.br/site/

Telefone: (41) 3023-5545

Breno Gallina

Breno Gallina

Estudante de Jornalismo da PUCPR, e entusiasta da geopolítica, história e rock.

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Tags: Paraná Saúde

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