A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu arquivou a Moção nº 3/2026, que manifestava repúdio a condutas atribuídas ao prefeito General Silva e Luna (PL) após relato de intimidação a uma diretora da rede municipal de ensino. A proposição foi arquivada automaticamente na última quarta-feira (25), por não alcançar o número mínimo de assinaturas exigido pelo Regimento Interno.
A Câmara é composta por 15 vereadores, sendo quatro mulheres. A moção foi apresentada pela vereadora Valentina Rocha (PT), na condição de Procuradora da Mulher, e contou com o apoio das demais vereadoras da Casa: Márcia Bachixte (MDB), Yasmin Hachem (PV) e Anice Gazzaoui (PP). Nenhum dos vereadores homens assinou a proposição.
Para tramitar, a moção precisava do apoio de ao menos cinco vereadores, equivalente a um terço da composição da Casa. Como o requisito não foi cumprido dentro do prazo regimental, a Presidência determinou o arquivamento.
O texto fazia referência a boletim de ocorrência registrado por uma diretora da rede municipal, servidora concursada, que relatou ter sido intimidada pelo prefeito em 29 de janeiro, durante encontro em praça pública em frente à Escola Municipal João da Costa Viana, no bairro Três Lagoas.
De acordo com o registro, a conversa teria começado de forma cordial e mudado de tom após críticas à condução da educação municipal, com descrição de reação exaltada, gestos considerados intimidatórios e menção à permanência da servidora na função de direção.
As autoras afirmavam que os fatos narrados, independentemente de juízo definitivo, seriam incompatíveis com os princípios da moralidade administrativa e do respeito institucional, ressaltando que a iniciativa não antecipava julgamento pelas instâncias competentes, limitando-se à manifestação política do Legislativo.
Após a divulgação do caso, o Sinprefi divulgou nota de solidariedade à diretora e informou a prestação de assistência jurídica. A Prefeitura de Foz do Iguaçu negou qualquer ato de violência ou intimidação, classificou o episódio como divergência de opiniões em espaço público e afirmou que não houve contato físico, mencionando a presença de servidores e de profissional de imprensa no local.
Com o arquivamento, a moção não chegou a ser apreciada em plenário e não produz efeitos legislativos. O boletim de ocorrência segue em apuração pelas autoridades competentes.