O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) protocolou um Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE) para que a Justiça Eleitoral se pronuncie e afirme se ele está ou não apto a participar das eleições deste ano. Pré-candidato ao Senado pelo Paraná, Deltan teve seu registro de candidatura indeferido nas eleições de 2022, quando foi o deputado federal mais votado do Paraná.
O RDE de Deltan vai ser analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que vai levar em conta as alegações do pré-candidato. Em 22, Deltan perdeu o mandato porque a Justiça Eleitoral concluiu que ele havia burlado a Lei da Ficha Limpa - segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), numa decisão unânime, Deltan pediu exoneração do cargo de Procurador da República cinco meses antes do período exigido por lei para evitar que as reclamações contra ele dessem origens a procedimentos administrativos que o tornariam inelegível.

Deltan, que coordenou a Força-Tarefa da Lava Jato no Paraná, é visto como um dos candidatos mais fortes ao Senado no estado. Caso a Justiça Eleitoral concorde com sua candidatura, ele integrará a chapa de Sergio Moro, candidato ao Governo do Paraná pelo PL, e de Filipe Barros, que também concorre a senador pelo PL.
Em tese, Deltan não precisaria antecipar a análise da legalidade de sua candidatura. Poderia deixar para se registrar no período normal, como farão os demais candidatos. No entanto, as dúvidas sobre a legalidade de sua campanha fizeram com que surgisse uma pressão dos adversários - caso Deltan fosse eleito e o registro cassado posteriormente, como aconteceu em 2022, isso forçaria a realização de eleições suplementares no Paraná.
