O Paraná tem seis políticos entre os 100 mais influentes no Instagram. O levantamento foi feito pela Zeeng, plataforma brasileira de análise de dados com sede em Porto Alegre. O estudo "Top 100 Políticos Brasileiros Mais Influentes no Instagram em 2026" foi feita com dados coletados entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano, com base na média de engajamento por publicação.
O líder nacional em engajamentos neste ano é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com 1,47 milhão de interações por postagem – mais o que o triplo do segundo colocado, o vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL).
No Paraná, o político que mais movimenta o Instagram é o deputado federal Sargento Fahur (PL), em 6º lugar, com 139,7 mil interações por publicação. Eleito pela primeira vez em 2018, Fahur já era conhecido nas redes sociais por postar vídeos de sua atuação policial.
O único político paranaense de esquerda que aparece entre os 100 mais influentes do país é o deputado estadual Renato Freitas (PT), na 25 colocação, com média de 54.180 engajamentos por publicação. Freitas é o terceiro maior influenciador da esquerda no país, atrás apenas da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e do presidente Lula (PT)
Veja a lista dos paranaenses
6º - Sargento Fahur (PL), deputado federal (139,7 mil interações por publicação)
17º - Jeffrey Chiquini (Novo), advogado criminalista (71.386 interações por publicação)
22º - Guilherme Kilter (Novo), vereador em Curitiba (57.435 interações por publicação)
25º- Renato Freitas (PT), deputado estadual (54.180 nterações por publicação)
37º - Deltan Dallagnol (Novo), ex-procurador e ex-deputado federal (39.167 interações por publicação)
39º - Sergio Moro (PL), senador (38.516 interações por publicação)
Dos seis paranaenses, só dois não têm mandato – o advogado criminalista Jeffrey Chiquini e o ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol. O estudo também cita a jornalista Joice Hasselmann, em 94º lugar, com 16.608 interações por postagem. Joice Hasselmann nasceu em Ponta Grossa, mas foi eleita deputada federal por São Paulo em 2018 e abandonou a carreira política.
Domínio da direita
O estudo mostra que políticos de direita concentram as interações no Instagram. A direita ocupa 55% dos 100 postos, seguida pelo espectro definido como centro-direita (21%), esquerda (11%), centro (8%) e centro-esquerda (5%). Na representatividade por gênero, 77% são homens e 23% mulheres.
Deputados federais são os que têm mais interações: 30 parlamentares estão entre os 100 mais. Além disso, aparecem 18 pré-candidatos (sem cargo atualmente), 16 vereadores, 12 deputados estaduais, seis senadores e cinco pessoas sem cargo, três governadores, três ministros, dois ex-ocupantes de cargo, dois prefeitos, um secretário e um ministro do Supremo Tribunal Federal (Flávio Dino, em 91º lugar).
Os 10 mais no Brasil
1º – Nikolas Ferreira (PL), deputado federal por Minas Gerais (1,47 milhão de interações por publicação)
2º – Michelle Bolsonaro (PL), ex-primeira-dama (444,5 mil interações por publicação)
3º - Lucas Pavanato (PL), vereador em São Paulo (322,4 mil interações por publicação)
4º – Erika Hilton (PSOL), deputada federal por São Paulo (233,4 mil interações por publicação)
5º – Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro (193,3 mil interações por publicação)
6º – Sargento Fahur (PL), deputado federal pelo Paraná (139,7 mil interações por publicação)
7º – Eduarda Campopiano (PL), vereadora em São Paulo (128,1 mil interações por publicação)
8º – Carlos Bezerra Jr (PSD), vereador em São Paulo (127,1 mil interações por publicação)
9º – Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal por São Paulo (120,7 mil interações por publicação)
10º – André Fernandes (PL), deputado federal pelo Ceará (106 mil interações por publicação)
Segundo a Zeeng, a análise por postagem se deve ao fato de uma publicação ter poder para redefinir a percepção pública sobre um líder, viralizar pautas, influenciar políticas, desencadear crises ou fortalecer alianças. O estudo conclui que há dominância digital do campo da direita no Brasil; ascensão dos pré-candidatos como força de engajamento em ano eleitoral; sub-representação feminina na disputa por atenção; hegemonia geográfica do eixo Sul–Sudeste; e a centralidade do Poder Legislativo na formação de influência pública.