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Curitiba tem primeiro edifício a compensar emissões por obra no Brasil

Empreendimento “adotou” cinco hectares de floresta em pé na Reserva das Águas, uma das Reservas Ambientais da SPVS no Litoral do Paraná

Curitiba tem primeiro edifício a compensar emissões por obra no Brasil
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A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), participou da viabilização do primeiro edifício residencial a compensar emissões por sua obra no Brasil, que vai ser entregue no segundo semestre de 2024.

O Árten, desenvolvido pelas incorporadoras HIEX e ALTMA, construído em Curitiba, está com a entrega do empreendimento prevista para os próximos meses. O prédio incorporou soluções para redução de gases do efeito estufa durante e após a construção. O saldo de emissões da obra, calculado em 2.640 toneladas de CO2, já está sendo compensado, por meio da manutenção dos estoques de carbono de uma área de Mata Atlântica, localizada em Antonina, no litoral do Paraná, uma das Reservas Ambientais de propriedade da SPVS. 

A fim de compensar 100% das emissões, as incorporadoras ALTMA e HIEX optaram pela parceria com a SPVS. O Termo de Cooperação Técnica e Científica prevê a adoção de cinco hectares de floresta em pé na Reserva das Águas, no Litoral do Paraná. O compromisso vai garantir o estoque de 734 toneladas de carbono, correspondente ao total de emissões de CO2, com a conservação da área por no mínimo 30 anos.

Leia também: Paraná tem 537 mil empreendedoras, segundo Sebrae

Com oito pavimentos e 34 apartamentos, o Árten tem 5.845m² de área construída. A fórmula que tornou possível a construção de um empreendimento carbono zero desse porte partiu do cálculo de footprint (pegada de carbono). Além disso, foi adotado um check list de boas práticas que reduziram o impacto ambiental da obra. 

Com a escolha de materiais de menor impacto ambiental e gestão eficiente das sobras da obra, mais de 107 toneladas de resíduos de construção civil foram desviadas de aterros sanitários. Ao longo da construção, o material passou por triagem e, em vez de descartado, foi reaproveitado, por meio de doações e destinação para reciclagem. 

Para reduzir o impacto com os deslocamentos e fomentar a economia local, foram priorizados fornecedores locais. A seleção resultou em 40% de empresas e indústrias situadas em um raio de até 200 km da obra.

Além das medidas de redução do impacto ambiental da obra, o projeto do Árten recebeu um sistema fotovoltaico para uso da energia elétrica de matriz solar nas áreas comuns, equipadas com sensores de presença e lâmpadas de LED. Nos apartamentos, foram instalados os sistemas de ecoclick – que permite o desligamento de interruptores e lâmpadas de forma remota – e de banho inteligente com recirculação da água, que possibilita acionar o aquecimento da água dos chuveiros por smartphones. 

Com VGV (Valor Geral de Vendas) de R$40 milhões, o empreendimento será inaugurado com 80% das unidades vendidas.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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