O secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, pediu votos para o pré-candidato ao governo Sandro Alex (PSD) durante um encontro com policiais em Maringá, no norte do estado, na noite desta quarta-feira (22). O vídeo com declarações de apoio ao pré-candidato apoiado pelo governador Ratinho Jr (PSD) e ao deputado Alexandre Curi (Republicanos), pré-candidato ao Senado, circulou nesta quinta (23) em grupos de policiais de ativa e aposentados em aplicativos de mensagens.
Hudson Teixeira, coronel da reserva da PM, era visto como pré-candidato ao Senado pelo PSD e reassumiu o comando da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) no dia 15 de julho. Na quarta-feira ele esteve em um evento na Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim) para falar sobre as ações da segurança pública no estado. Depois, participou de um encontro que teria sido organizado pelo coronel da Polícia Militar Saulo de Tarso Sanson Silva – que assumiu o comando da secretaria quando Hudson se licenciou, no início de abril.
“Estou aqui com praticamente a cúpula da segurança pública na região de Maringá e toda a região noroeste. Para afirmar que nós estamos todos fechados com o governador Ratinho, com o Sandro Alex, que vai ser o nosso governador, com o Alexandre Curi e aqueles deputados que nos ajudaram nesse processo. Estamos aqui para provar que nós estamos dando a cara a tapa”, disse Hudson Teixeira.
Em seguida, ele passou a ouvir os policiais e ressaltou que eles “não foram obrigados” a participar do evento. Entre os que declararam apoio a Sandro Alex estavam o tenente-coronel Christian Nogueira de Souza, comandante do 4º Batalhão da PM, sediado em Maringá; João Vitor Silveira de Oliveira, coordenador da Polícia Penal na Regional de Maringá; tenente-coronel Franck Cione Coelho dos Santos, comandante do 32º Batalhão da PM, em Sarandi; tenente-coronel Andrey Falkiner Fernandes, comandante do 5º Batalhão de Bombeiros; e o tenente-coronel da PM Adriano Alves.

Advogados especialistas em legislação eleitoral consultados pelo Plural disseram que dificilmente a participação no encontro poderá configurar uso da máquina pública ou campanha eleitoral antecipada, já que se tratou de um evento particular, fora do horário de serviço. Para os especialistas, a linha entre ações legais e que podem ser consideradas irregulares é tênue e esse tipo de evento deverá se repetir durante a campanha.
