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Chuva e nova decisão judicial podem facilitar venda da gestão de 200 escolas

Secretaria da Educação tenta proibir panfletagem em escolas; APP classifica decisão como antissindical

Chuva e nova decisão judicial podem facilitar venda da gestão de 200 escolas
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A segunda-feira chuvosa no último dia de consulta à comunidade escolar amplia o risco de que a decisão sobre o futuro de 200 escolas estaduais seja decidido unilateralmente pelo Governo do Paraná. A gestão Ratinho Jr. (PSD) pretende repassar a administração desses colégios para empresas privadas, tirando a autonomia dos professores e educadores e acabando com o processo democrático dentro da essola. E pela regra vigente, caso não haja quórum mínimo na votação entre pais, mães, alunos maiores de idade, professores e funcionários, a decisão recairá sobre a Secretaria de Estado da Educação.

Até o sábado, segundo dia de votação, as consultas contavam com a presença de apenas 23,5 mil das 100 mil pessoas envolvidas. O governo insiste que conseguirá chegar aos 86% de participação, mas as chuvas no sábado e nesta segunda (10) dificultam que o porcentual seja atingido. Para que a consulta seja homologada, é necessário que pelo menos 50% mais um dos votantes compareça às urnas até esta segunda.

Durante o fim de semana, o governo obteve uma vitória judicial importante: o desembargador Domingos Ribeiro da Fonseca, do Tribunal de Justiça do Paraná, revogou a liminar que ele mesmo havia dado a favor da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES). Afirmando que já havia decisão da Presidência do TJ sobre o tema, o desembargador anulou sua liminar, cassando assim o direito a voto de alunos maiores de 16 anos no Colégio Estadual Ivo Leão e deixando que a decisão, caso o quórum não seja atingido, fique mesmo com o governo.

Novas proibições

Uma nova orientação da Secretaria da Educação divulgada na noite deste domingo (9) apertou ainda mais o cerco ao sindicato que representa professores e funcionários da rede estadual de ensino. Pela determinação, os profissionais e os representantes do sindicato não podem nem se manifestar contra a privatização nem usar camisetas sobre o tema quando estiverem dentro das escolas. A panfletagem também estaria permitida apenas do lado de fora dos muros da escola.

A APP emitiu uma nota afirmando que seu trabalho está amparado em recomendação do Ministério Público do Trabalho e recomendou que os professores e professoras mantenham o trabalho feito para tentar impedir a venda da gestão das escolas.

"Mesmo com a chuva as equipes permaneçam na luta em defesa da escola pública e contra a Privatização. Mantenham a fiscalização de cada urna. Quando abordados pela escola ou polícia apresentem a recomendação do MPT e resistam. Registrem tudo com filmagem, fotos e testemunhas", diz a nota da APP.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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