A Câmara de Curitiba vota nesta terça-feira (26), em regime de urgência, o reajuste para o funcionalismo da cidade. A Prefeitura enviou uma proposta de reposição de 4,42% para os servidores, porém os sindicatos reagiram lembrando que esse índice não repõe as perdas ocorridas nos oito anos da gestão de Rafael Greca (PSD).
De acordo com o município, a proposta é repor a inflação dos últimos 12 meses. Como a Prefeitura tem maioria absoluta na Câmara, o mais provável é que essa proposta seja aprovada sem maiores problemas na terça-feira. No entanto, está marcado um protesto das categorias do funcionalismo.
O Sismac, que representa professoras e professores do município, afirma que apenas entre 2017 e 2021, as perdas da categoria que ainda não foram repostas chegam a 6,81%. O sindicato diz que Greca, que encerra seu terceiro mandato como prefeito em dezembro, não pode "ir embora" sem repor esses índices.
Já o Sismuc, que representa diversas categorias, convocou a manifestação lembrando as perdas ocorridas desde os anos 1990. "O Sindicato espera que a mobilização pressione os vereadores e vereadoras a considerarem um reajuste que atenda às demandas dos trabalhadores, tendo em vista as perdas salariais acumuladas pelo funcionalismo público desde o final da década de 1990, que somam aproximadamente 17,64%. Somente na gestão Greca/ Pimentel foram 6,99%", afirma nota do sindicato.
O reajuste aprovado será aplicado para servidores ativos, empregados públicos, aposentados, pensionistas e conselheiros tutelares de Curitiba a partir de 2025.