Texto de Breno Gallina, aluno de Jornalismo da PUCPR
Sob orientação de Rogerio Galindo
A Polícia Civil fez nesta segunda (6) uma fiscalização em uma distribuidora no bairro Boqueirão, em cooperação com a vigilância sanitária e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A distribuidora é suspeita de vender bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.
Durante a ação, os agentes das agências encontraram garrafas de álcool de uso hospitalar junto de bebidas para o público. Os policiais apreenderam os conteúdos, e coletaram amostras da marca da bebida que causou o envenenamento por metanol nas vítimas. A presença da substância será analisada pela Polícia Científica. Junto disso, as notas fiscais das compras e vendas do estabelecimento também foram analisadas.
A delegada da Polícia Civil Camila Cecconello, uma das responsáveis pela operação, informou que as investigações dos casos de intoxicação por metanol levaram, por meio de diligências e checagens com os familiares das vítimas, ao local fiscalizado nesta segunda. Há suspeita de que a distribuidora vendeu os produtos ao local onde as pessoas que estão internadas por intoxicação adquiriram as bebidas.

“Estamos investigando esses estabelecimentos para ver se foi desses locais que partiu a bebida que pode ter sido adulterada. Aguardamos então os laudos das análises para continuarmos as investigações”, afirmou a delegada.
Mauricio Weigert, da chefia de serviço da Vigilância Sanitária do Distrito Boqueirão, disse que o órgão recomenda que as pessoas busquem comprar bebidas de estabelecimentos com procedência.
Maurício também explicou que o cheiro do metanol é bastante similar ao do etanol presente nas bebidas, o que pode confundir os consumidores. Por isso, é preciso fica atento a outros detalhes. Produtos falsificados geralmente têm erros grosseiros nas embalagens e nos rótulos. É recomendado também que não se compre garrafas com lacres rompidos.