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Operação da Polícia Civil investiga possível fonte de bebidas adulteradas em Curitiba

A fiscalização veio em resposta a dois casos de intoxicação de metanol em Curitiba no domingo (05)

Operação da Polícia Civil investiga possível fonte de bebidas adulteradas em Curitiba
Examinação da Polícia Civil. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM
Publicado:

Texto de Breno Gallina, aluno de Jornalismo da PUCPR
Sob orientação de Rogerio Galindo

A Polícia Civil fez nesta segunda (6) uma fiscalização em uma distribuidora no bairro Boqueirão, em cooperação com a vigilância sanitária e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A distribuidora é suspeita de vender bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. 

Durante a ação, os agentes das agências encontraram garrafas de álcool de uso hospitalar junto de bebidas para o público. Os policiais apreenderam os conteúdos, e coletaram amostras da marca da bebida que causou o envenenamento por metanol nas vítimas. A presença da substância será analisada pela Polícia Científica. Junto disso, as notas fiscais das compras e vendas do estabelecimento também foram analisadas.

A delegada da Polícia Civil Camila Cecconello, uma das responsáveis pela operação, informou que as investigações dos casos de intoxicação por metanol levaram, por meio de diligências e checagens com os familiares das vítimas, ao local fiscalizado nesta segunda. Há suspeita de que a distribuidora vendeu os produtos ao local onde as pessoas que estão internadas por intoxicação adquiriram as bebidas.

Bens de consumo apreendido pelos agentes. Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

“Estamos investigando esses estabelecimentos para ver se foi desses locais que partiu a bebida que pode ter sido adulterada. Aguardamos então os laudos das análises para continuarmos as investigações”, afirmou a delegada.

Mauricio Weigert, da chefia de serviço da Vigilância Sanitária do Distrito Boqueirão, disse que o órgão recomenda que as pessoas busquem comprar bebidas de estabelecimentos com procedência. 

Maurício também explicou que o cheiro do metanol é bastante similar ao do etanol presente nas bebidas, o que pode confundir os consumidores. Por isso, é preciso fica atento a outros detalhes. Produtos falsificados geralmente têm erros grosseiros nas embalagens e nos rótulos. É recomendado também que não se compre garrafas com lacres rompidos.

Breno Gallina

Breno Gallina

Estudante de Jornalismo da PUCPR, e entusiasta da geopolítica, história e rock.

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Tags: Paraná Saúde

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