Começou nesta quarta-feira (12) o segundo dia do Júri do ex-policial penal, o bolsonarista Jorge Guaranho, que responde pelo homicídio qualificado do guarda municipal Marcelo Arruda, morto em Foz do Iguaçu, em 2022, durante a sua festa de aniversário de 50 anos.
Guaranho chegou acompanhado dos advogados, vestido de branco e ficou em silêncio.
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Do lado oposto família e amigos de Marcelo Arruda penduraram faixas, assim como no primeiro dia do Júri, e fizeram a oração do Pai Nosso antes do início dos trabalhos.
Na terça-feira (11) depuseram a companheira de Marcelo Arruda, Pâmela Silva, o vigilante Dani Lima dos Santos, que confirmou que o réu gritou “aqui é Bolsonaro” antes de atirar; a perita Denise de Oliveira, que afirmou que Guaranho atirou primeiro e também o amigo da vítima Wolfgang Vaz Nietzel, que estava na festa e falou sobre a dinâmica do crime.
Segundo dia
O segundo dia da festa foi ouvido Edemir Gonsalves, tio de Pâmela Silva, que também estava na festa e reforçou que Guaranho gritou “aqui é Bolsonaro” antes de atirar contra a vítima. Esta testemunha se declarou bolsonarista, mas destacou que sua posição política não o impedia de manter amizade com Marcelo Arruda.
Guaranho, a exemplo do primeiro dia, fez anotações durante o primeiro depoimento, enquanto a defesa questionava as perguntas feitas pelo Ministério Público (MP) à testemunha.
Expectativa
A companheira de Marcelo Arruda, antes do início do segundo dia do Júri, falou com a imprensa. Ela afirmou que espera a condenação e reforçou que houve motivação política para o crime, já que a festa era alusiva ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao presidente Lula.
https://www.plural.jor.br/noticias/vizinhanca/quem-sao-os-jurados-que-podem-condenar-jorge-guaranho/
“Houve um homicídio. E a gente quer saber o porquê, já que a gente não conhecia esse cidadão chamado Guaranho. Ele foi até lá porque soube que a festa tinha balões vermelhos e brancos”.
Apesar das provas e dos depoimentos, a defesa de Guaranho tenta afastar a motivação política do caso. O advogado Samir Mattar Assad, que representa o réu, disse que o bolsonarista não se lembra dos fatos do dia em que matou Marcelo Arruda.

“É importante dizer que ele não sem lembra de absolutamente nada. Ele só sabe o que foi reportado a ele no estudo do processo”, disse. Isso ocorre, segunda a defesa, porque ele levou pancadas após cometer o assassinato.
Relembre
Marcelo Arruda comemorava aniversário de 50 anos em Foz do Iguaçu no dia 9 de julho de 2022. O evento era fechado e restrito aos convidados da vítima.
Guaranho soube do tema da festa por meio de um terceiro, que acessou as câmeras de segurança. Ele foi até o local, discutiu com a vítima e pouco tempo depois voltou armado, cometendo o crime.
Marcelo Arruda, que era guarda municipal, estava armado e conseguiu revidar, atingindo o autor, que caiu e parou de atirar.
Arruda morreu durante a madrugada de 10 de julho e Guaranho, após ser socorrido, foi preso. Posteriormente ele conseguiu o direito de cumprir prisão domiciliar e estava em casa, em Foz do Iguaçu.
A expectativa é de que o Júri seja finalizado na quinta-feira (13).