A página denunciada pelo deputado Renato Freitas (PT), intitulada Militar do Paraná, que compartilhava imagens de agressão, tortura e humilhação contra pessoas presas no Paraná, publicou um story de cunho nazista, conforme informações da Rede Nenhuma Vida a Menos.
O print (veja abaixo) traz um repost de uma publicação da ONH, que criticava a letalidade da Polícia Militar do Paraná (PMPR). Em 2025 foram quase 500 pessoas mortas pela PM. Apesar da barbárie, a página comemorou o número com erros de Língua Portuguesa: “Que orgulho. Da-lhe gurizada. Sii (sic) cada um fazer a sua parte essa estatística aumenta fácil”. Abaixo das frases, um emoji de um homem branco com o braço levantado e uma bandeira da Alemanha. Estes símbolos são utilizados na internet por integrantes ou apoiadores do neonazismo.

No ar
Apesar da repercussão da denúncia e de o Plural procurar a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o perfil segue aberto e seguido por militares da ativa, também existia um canal no Telegram, no qual as imagens de tortura eram vendidas.
A Sesp não respondeu aos questionamentos do Plural sobre a existência da página, mas o texto será atualizado assim que isso ocorrer.

Segundo o deputado Renato Freitas, que trouxe a público a existência da página, a documentação sobre a venda de imagens de tortura pelo Telegram foi encaminhada ao Ministério Público do Paraná (MPPR) para investigação.
Crise
Esta não é a primeira crise na Segurança Pública do Estado sob Ratinho Jr. (PSD). Em 2022, o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, aparece em um vídeo na região de Ponta Grossa admitindo estar "prevaricando" durante negociações com caminhoneiros pró-golpe de Estado, ao descumprir ordem judicial determina que as polícias desbloqueassem as estradas. No Paraná, a proposta da PM com os golpistas foi para liberar apenas uma faixa.
Em 2024, o próprio governador disse que as polícias do Estado monitoraram professores da rede pública de ensino do Paraná que aderiram à greve por melhores condições de trabalho. À época, nem a Polícia Militar, nem a Polícia Civil (PC), se manifestaram acerca da declaração, que demonstrou aparelhamento das forças com viés político.
Em 2025, Ratinho Jr. enfrentou greve do funcionalismo público – inclusive das forças de segurança – e para desmobilizar os servidores tentou um acordo com policiais, após protesto no qual eles exibiam viaturas deterioradas.
