O Plural teve acesso a uma denúncia encaminhada para a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que acusa o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seed), de inflar o desempenho de estudantes paranaenses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025.A denúncia aponta que o programa “InvestigAÇÃO”, aplicado trata-se de um intensivo aplicado para melhorar a performance no Pisa. A Seed nega que isso tenha acontecido.
O relatório da denúncia foi elaborado pelo professor Jeferson de Souza, lotado em Curitiba, e sustenta que a prática do InvestigAÇÃO viola a isonomia dos resultados. Para ele, as ações do programa são planejadas para serem aplicadas em escolas selecionadas para aplicação do Pisa.

A denúncia usou cruzamento de dados do projeto com a lista das escolas participantes do Pisa e concluiu que pelo menos 22 das 30 instituições selecionadas receberam treinamento específico para o exame.
Além disso, o documento encaminhado para OCDE aponta que a criação da disciplina Recomposição da Aprendizagem", que ampliou a carga horária de Língua Portuguesa e Matemática, áreas avaliadas pelo Pisa, em detrimento de outras disciplinas.
O resultado do Pisa 2025 deve ser divulgado em setembro de 2026, conforme informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O que diz a Seed
O Plural procurou a Seed para se manifestar sobre a denúncia feita junto à OCDE. A pasta informou que não foi notificada oficialmente sobre isso.
Sobre as suspeitas de atividades focadas em melhorar o desempenho no Pisa, a Seed disse que “as ações desenvolvidas pela rede estadual seguem critérios técnicos, pedagógicos e a legislação vigente. As alegações apresentadas não correspondem à atuação da Secretaria”.
Acerca do projeto InvestigAÇÃO, a Seed destacou que se trata de “uma iniciativa pedagógica voltada ao desenvolvimento de competências matemáticas e do pensamento crítico, sem qualquer caráter de treinamento para o PISA. A Seed não possui acesso às provas ou aos itens da avaliação, que são de responsabilidade exclusiva da OCDE”.
