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Silvinei Vasques apresentou prescrição falsa de hospital de Foz do Iguaçu ao tentar fugir para El Salvador

Detido ontem no Paraguai, ex-diretor da PRF foi transferido neste sábado para sede da PF em Brasília

Silvinei Vasques apresentou prescrição falsa de hospital de Foz do Iguaçu ao tentar fugir para El Salvador
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O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques apresentou uma prescrição médica falsa, atribuída a um hospital de Foz do Iguaçu, durante a tentativa de deixar o Paraguai com destino a El Salvador.

O documento foi apreendido nesta sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, durante o procedimento de embarque. Silvinei acabou detido por autoridades migratórias paraguaias ao tentar viajar com identidade falsa.

Após a prisão, ele foi expulso do Paraguai e entregue às autoridades brasileiras por volta das 21h, na Ponte Internacional da Amizade, em Cidade do Leste. Em seguida, foi conduzido à sede da Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçu, onde permaneceu sob custódia durante a madrugada.

Na manhã deste sábado (27), Silvinei deixou a delegacia da PF em Foz do Iguaçu às 9h20 e foi transferido para Brasília em aeronave da corporação, com decolagem registrada às 10h, para cumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo autoridades paraguaias, o ex-diretor da PRF tentou se identificar como “Julio Eduardo”, utilizando documentação incompatível com seus dados biométricos. A irregularidade foi detectada durante o procedimento de imigração, que incluiu checagem de impressões digitais e conferência fotográfica. De acordo com esses relatos, ele admitiu que os documentos apresentados não lhe pertenciam.

No momento da abordagem, Silvinei portava uma prescrição médica que indicava diagnóstico de câncer cerebral e tratamento oncológico, com referência a atendimento em um hospital de Foz do Iguaçu.

A Fundação de Saúde Itaiguapy, responsável pela administração do Hospital Itamed, informou posteriormente que o documento não foi emitido pela instituição e apresentou inconsistências formais, como a indicação de profissional sem vínculo com o hospital e o uso de identificação gráfica anterior à mudança oficial do nome da unidade.

A prescrição passou a integrar o material apreendido pelas autoridades paraguaias e foi encaminhada às autoridades brasileiras. O documento será analisado no inquérito conduzido pela Polícia Federal, no contexto da apuração sobre possível tentativa de evasão do país, uso de documentação falsa e descumprimento de medidas judiciais.

A prisão preventiva de Silvinei foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes após a PF relatar que ele deixou sua residência em São José (SC) na noite de 24 de dezembro, antes de ser identificado o rompimento do sinal da tornozeleira eletrônica imposta como medida cautelar. Diligências realizadas no endereço não localizaram o ex-dirigente.

Natural de Ivaiporã (PR), Silvinei ingressou na Polícia Rodoviária Federal em 1995 e comandou a corporação durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Ele já foi condenado pelo STF a mais de 24 anos de prisão por envolvimento na tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.

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