Vigilantes terceirizados realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (8) na Aduana Brasileira, ao lado da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu.
Segundo o Sindicato dos Vigilantes de Foz do Iguaçu, o ato integra uma mobilização estadual de trabalhadores da Essencial Sistema de Segurança contra atrasos no pagamento de salários, vale-alimentação e férias. A entidade afirma que a paralisação será mantida até que os valores pendentes sejam regularizados.
Apesar da manifestação, o trânsito na Ponte Internacional da Amizade permaneceu sem alterações durante a manhã. O fluxo de veículos seguiu normal, embora houvesse filas no sentido Paraguai compatíveis com o movimento habitual.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Foz do Iguaçu, Carlos Alberto Martins da Silva, o Carlinhos, cerca de 215 trabalhadores da Essencial Sistema de Segurança atuam no município, prestando serviços em postos da Receita Federal, Justiça Federal, Polícia Científica e Detran. Aproximadamente 15 vigilantes participaram do protesto realizado na Aduana Brasileira.
Segundo o dirigente sindical, os atrasos se repetem há aproximadamente dois anos e envolvem salários, vale-alimentação e férias. Carlinhos afirma que o sindicato notificou judicialmente a empresa e os órgãos contratantes dos serviços. A entidade também informa que uma audiência foi marcada para o próximo dia 23, às 14h, no Ministério Público do Trabalho (MPT), para discutir o conflito.
Sindicatos deram prazo antes de deflagrar a greve
A paralisação desta quarta-feira foi antecedida por assembleias realizadas em diferentes regiões do Paraná ao longo de junho. Em 17 de junho, trabalhadores reunidos em Cascavel decidiram adiar o início da greve e conceder à Essencial Sistema de Segurança prazo até o quinto dia útil de julho para regularizar salários e benefícios. A categoria aprovou que, caso os pagamentos não fossem efetuados até essa data, a paralisação seria iniciada automaticamente no sexto dia útil.
Nos dias seguintes, sindicatos de outras regiões adotaram estratégias distintas. Em Curitiba e Região Metropolitana, os vigilantes aprovaram greve por tempo indeterminado. Em Maringá, a categoria também deliberou pela paralisação. Em Londrina, parte dos postos entrou em greve, enquanto outra parte condicionou a interrupção das atividades ao mesmo prazo concedido à empresa.
Segundo as entidades sindicais, além dos atrasos salariais, os trabalhadores reivindicam a regularização do vale-alimentação, das férias e dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Ainda de acordo com os sindicatos, a paralisação alcança trabalhadores que atuam em postos de vigilância da Receita Federal, Justiça Federal, Polícia Científica, Polícia Penal do Paraná, Departamento de Trânsito (Detran), Instituto Médico-Legal (IML), Instituto de Criminalística, Banco do Brasil e Regionais de Saúde. Até a publicação desta reportagem, não havia informação de interrupção do atendimento ao público nesses órgãos em decorrência da paralisação.
Empresa não respondeu
O Plural procurou a Essencial Sistema de Segurança para comentar as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores e informar sua posição sobre os atrasos apontados pelo sindicato. Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia respondido aos contatos. O espaço permanece aberto para manifestação.