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Prorrogação de contrato manteve pagamento milionário por viagens sem passageiros

Sistema acumulou 348 mil km de deslocamentos operacionais, com custo proporcional estimado em R$ 3,37 milhões no primeiro ano da prorrogação

Prorrogação de contrato manteve pagamento milionário por viagens sem passageiros

A prorrogação do contrato da Viação Santa Clara (VISAC) manteve a remuneração de deslocamentos operacionais sem atendimento direto a passageiros no transporte coletivo de Foz do Iguaçu durante o primeiro ano da renovação assinada pela gestão do prefeito General Silva e Luna (PL).

Dados oficiais do FOZTRANS mostram que, entre março de 2025 e março de 2026, a operação acumulou 348.480 quilômetros ociosos, volume equivalente a aproximadamente 955 quilômetros por dia sem operação produtiva direta para passageiros.

A quilometragem ociosa corresponde a deslocamentos como saída e retorno de garagem, reposicionamento de veículos e outras movimentações técnicas necessárias ao funcionamento do sistema. O contrato da VISAC prevê remuneração desse tipo de trajeto em limite de até 5% da quilometragem produtiva programada.

Segundo os dados consolidados das medições, os deslocamentos ociosos representaram cerca de 4,78% da operação paga no período, percentual próximo do teto contratual. De acordo com o FOZTRANS, nenhuma medição ultrapassou o limite previsto no contrato.

Com base no custo médio aproximado de R$ 9,68 por quilômetro, o custo proporcional estimado desses deslocamentos chegou a cerca de R$ 3,37 milhões ao longo de 12 meses.

O cálculo considera a relação entre o total pago à VISAC no período e a quilometragem consolidada registrada pelo FOZTRANS. Na prática, isso representa um custo proporcional médio de aproximadamente R$ 9,2 mil por dia com trajetos operacionais sem atendimento direto a passageiros.

A renovação do contrato foi assinada por Silva e Luna em 6 de março de 2025, dois dias antes do encerramento da vigência original do Contrato nº 035/2023. Na ocasião, o prefeito afirmou que trabalharia para reduzir custos do transporte coletivo por meio de fiscalização do FOZTRANS e otimização de linhas.

Os dados da própria autarquia revelam, porém, que a quilometragem ociosa permaneceu próxima do limite máximo previsto em contrato mesmo após a promessa da administração de otimizar linhas e reduzir custos operacionais do sistema.

As medições também mostram aumento do custo da operação ao longo da prorrogação. O pagamento mensal à VISAC passou de R$ 4,63 milhões em março de 2025 para R$ 6,46 milhões em março de 2026, crescimento de 39,5% no período.

Procurado pela reportagem para explicar o volume de deslocamentos ociosos, os custos da operação e as medidas adotadas para reduzir despesas operacionais, o prefeito General Silva e Luna não respondeu aos questionamentos enviados

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