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Estudante brasileira é assassinada em Ciudad del Este; ex-namorado é o principal suspeito e está foragido

Vítima de 23 anos foi morta a facadas; Ministério Público prepara pedido de captura internacional

Estudante brasileira é assassinada em Ciudad del Este; ex-namorado é o principal suspeito e está foragido
Velório de Julia Vitória Cardoso ocorre nesta segunda-feira (27), em Navegantes (SC). Foto: Redes Sociais

A estudante brasileira de medicina Julia Vitória Cardoso, de 23 anos, foi assassinada a golpes de faca em Ciudad del Este, no Paraguai, na sexta-feira (24). O crime ocorreu no apartamento onde ela residia. O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, Vitor Rangel Aguiar, também brasileiro e estudante de medicina, que permanece foragido.

Natural de Chapecó (SC), Julia tinha vínculos familiares em Navegantes (SC), onde ocorre o velório nesta segunda-feira (27). O corpo foi encontrado dentro do imóvel por uma colega de apartamento, que acionou a polícia paraguaia. A colega e o próprio namorado prestaram depoimento às autoridades ainda nas primeiras horas da investigação.

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, a vítima apresentava múltiplos ferimentos por arma branca, distribuídos em diferentes regiões do corpo.

O Ministério Público do Paraguai informou que já há ordem de prisão em âmbito nacional contra o suspeito e que trabalha para formalizar a difusão internacional do mandado. A medida permite acionar canais de cooperação policial caso haja indícios de que o investigado tenha deixado o país.

Em diligência realizada no endereço vinculado ao suspeito, os investigadores não o localizaram. O irmão dele recebeu a equipe policial no local e acompanhou a ação. Um aparelho celular foi apreendido e será submetido à perícia, com foco na extração de dados que possam indicar deslocamentos, comunicações e outros elementos relevantes para a investigação.

A linha central de apuração aponta o ex-companheiro como autor do crime. As autoridades concentram esforços na consolidação da cronologia das horas que antecederam o homicídio. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação. A tipificação jurídica final, incluindo eventual enquadramento como feminicídio conforme a legislação paraguaia, dependerá do avanço das investigações.

A Polícia Federal brasileira informou que, até o momento, não foi formalmente comunicada sobre o caso.

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