Dos 21 cursos de medicina do Paraná que participaram do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, apenas três — o equivalente a 14% — obtiveram conceitos considerados insuficientes. O resultado foi divulgado no início da semana pelo Ministério da Educação (MEC) e coloca o desempenho paranaense bem acima da média nacional.
O Enamed atribui conceitos de 1 a 5 aos cursos avaliados, sendo que as notas 1 e 2 são classificadas como insuficientes. Nenhum curso do Paraná recebeu conceito 1. Os três tidos como “insuficientes” ficaram com conceito 2.
Em todo o País, o cenário foi mais preocupante. Dos 304 cursos de medicina avaliados, 99 (32%) obtiveram conceitos 1 ou 2, considerados insatisfatórios. Desse total, 24 cursos ficaram com a nota mínima do exame.
No Paraná, entre os três cursos com conceito insuficiente, dois são de instituições privadas com fins lucrativos — a Uningá, de Maringá, e a Unipar, de Umuarama — e um é de uma universidade pública federal, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), de Foz do Iguaçu.

Por outro lado, seis cursos paranaenses alcançaram o conceito máximo (5) no Enamed. Desses, quatro são de universidades públicas estaduais — Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava, e Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus Toledo.
Os outros dois cursos com nota máxima são de instituições privadas: a Universidade Positivo (UP), de Curitiba, com fins lucrativos, e a Faculdade Pequeno Príncipe (FPP), também da capital, sem fins lucrativos.
Entre as 21 instituições paranaenses avaliadas, nove são públicas (estaduais ou federais), três são privadas sem fins lucrativos, sete são privadas com fins lucrativos e duas são comunitárias ou confessionais.

O exame
O primeiro Enamed foi realizado em todo o País dia 19 de outubro do ano passado e contou com uma prova teórica composta por 100 questões de múltipla escolha. O resultado individual do participante pode ser utilizado como etapa de seleção para o ingresso em programas de residência médica.
Segundo o Ministério da Educação, dos cerca de 96,6 mil inscritos, só 40 mil eram concluintes dos cursos de medicina. Os demais eram médicos já formados que buscaram o Enamed visando entrar em programas de residência.