Uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, mostra que a diretora da escola Shanduca, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, sabia que as professoras estariam mantendo uma criança autista presa dentro de um banheiro do colégio. O áudio foi enviado por pessoas da comunidade escolar para a advogada que defende as famílias que tiveram crianças presas e amarradas na escola.
No áudio obtido pela advogada, a diretora Danieli Zimermann diz que sabe da necessidade de "conter" as crianças em certas situações, mas reclama por ter ficado sabendo que uma criança teria sido mantida presa dentro do banheiro até as três horas da tarde.
"Tem a questão que às vezes a gente precisa conter? Precisa, gente. É diferente de deixar ele na secretaria um período, né, ou deixar com uma outra sala, com outra de vocês, não tem problema nenhum. Mas deixar o [nome do aluno] preso dentro do banheiro até as três horas da tarde?", diz a diretora e dona da escola em áudio enviado às professoras.
Em nota em suas redes sociais, Danieli afirma que repudia com todas as suas forças o fato de crianças terem sido amarradas dentro da escola. Ela diz ainda que está de licença e trabalhando de home office.
Na semana passada, veio à tona o primeiro caso de violência contra criança autista dentro da Shanduca. Um menino de quatro anos foi encontrado amarrado a uma cadeira. Uma funcionária denunciou o caso a um vereador da cidade, que entrou na escola e libertou o menino.
No dia seguinte, soube-se de um outro caso igual, ocorrido com uma menina de três anos, dentro da mesma escola.
A Polícia Civil chegou a prender uma professora por tortura. Ela foi liberada pela Justiça, mas a Polícia agora pede a sua prisão preventiva.