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Copel confirma que vendeu área de bosque no Bigorrilho em setembro de 2024

Maior parte do terreno pertencia à companhia

Copel confirma que vendeu área de bosque no Bigorrilho em setembro de 2024
O Bosque da Copel e o "chapéu pensador" que era utilizado pelo governador Jaime Lerner. Foto: Luiz Costa/SMCS
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Em reposta a ofício encaminhado pelas vereadoras Laís Leão (PDT) e Giorgia Prates (PT), a Copel informou nesta quinta-feira (30 de outubro) que vendeu em setembro de 2024 sua área no terreno conhecido como Bosque da Copel, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. A área fica na Rua Padre Agostinho e a informação sobre a possível construção de edificações no local mobilizou moradores da região nas últimas semanas.

O terreno é dividido em quatro lotes – três foram vendidos pela Copel e um, onde fica a edificação conhecida como Chapéu Pensador, pertence à Prefeitura de Curitiba. A Prefeitura negou que exista a intenção de desmatar a área pública e informou que até o momento não foi feito nenhuma solicitação para corte de mata ou construção de edificações nas demais Indicações Fiscais.

Somente a menor parte da área pertence à Prefeitura (Reprodução)

Há duas semanas, Laís Leão recebeu denúncias de secamento e envenenamento de araucárias na área, que tem um total de 47 mil metros quadrados. Ela oficiou o Ministério Público do Paraná, que abriu um procedimento para apurar a possível degradação ambiental no terreno. A área abriga a nascente do Rio Campina do Siqueira.

Em dezembro de 2018, o então prefeito Rafael Greca e a governadora Cida Borghetti assinaram um tempo de compromisso para transformar a área em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM). O projeto não andou e em 2019 o governador Ratinho Júnior (PSD) nomeou para a presidência da Copel Daniel Pimentel Slaviero, irmão do então vice-prefeito Eduardo Pimentel. Procurado, Greca (que atualmente é secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável) não comentou o assunto.

Privatizada em 2023, a Copel também vendeu as vilas de Reserva do Iguaçu e de Pinhão (Faxinal do Céu) e 13 usinas. O bosque teria sido comprado pela empresa ABTN Partners.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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