Um homem de 69 anos foi resgatado em condições de trabalho análogo à escravidão em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, no Paraná. Ele recebia pagamento por semana, mas não podia deixar o local e não tinha acesso à água encanada, nem quarto para descanso.
A resgate acontece durante fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 27 de maio. A ação foi realizada pela equipe de auditores-fiscais do Trabalho com o apoio da Polícia Federal (PF).
Segundo o MTE, o homem era vigia em uma propriedade rural, utilizada como uma espécie de garagem de carros. Além de vigiar o local, ele também precisava receber os clientes e, em caso de negociação, acionar o patrão.

Segundo o Governo Federal, a equipes do MTE constatou que o idoso vivia e trabalhava em condições degradantes. Sem acesso à água encanada, ele dependia da solidariedade de uma empresa vizinha para obter água potável, tomar banho e atender outras necessidades básicas. O banheiro existente no local possuía apenas um vaso sanitário, sem abastecimento de água, o que o tornava inutilizável.
O idoso dormia na cabine de um caminhão, que estava entre os veículos expostos no terreno, por considerar o espaço de alvenaria inadequado para permanência. Suas roupas eram guardadas em um pequeno armário improvisado e, sem acesso a condições adequadas de higiene, ele utilizava um sistema rudimentar para lavar as peças com água da chuva.
O local também não tinha água, nem banheiro adequados. Ele trabalhava em jornadas exaustivas e não tinha descanso semanal. De acordo com o MTE, a situação já durava mais de um ano.
O nome do trabalhador e da empresa não foram divulgados pelo Governo Federal, mas o caso será investigado pela Polícia Federal (PF).
