Médicos que integram Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Sudoeste do Paraná (Ciruspar) estão em estado de greve há quase um mês, segundo o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar). Isso acontece porque a direção da Ciruspar se nega a cumprir os acordos previstos na convenção coletiva de trabalho e alega que sem aporte do Governo do Estado não consegue pagar o reajuste dos médicos.
A data-base da negociação, estabelecida em acordo coletivo, é 30 de abril.
Durante audiência ocorrida no fim do mês passado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no sudoeste, a direção do Ciruspar, que tem sede em Pato Branco, disse que para a renovação do acordo, os trabalhadores têm de aceitar um índice de reajuste inferior a inflação anual e abrir mão do pagamento de adicional pelos serviços prestados prestado em feriados.

Já a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), do governador Ratinho Jr. (PSD), sequer enviou representantes para o encontro no TRT.
“Diante do impasse, os profissionais da Medicina seguem em greve administrativa, mantendo os atendimentos à população, mas deixando de executar tarefas burocráticas, que não interferem no serviço de Urgência”, destacou o Simepar, que representa dos trabalhadores, em comunicado.
O Ciruspar administra os serviços do Samu na região sudoeste, e mais de 40 cidades são atendidas pelos médicos que integram o consórcio. “Diante da ausência de reconhecimento da importância de se respeitar o Acordo de Trabalho por parte das autoridades públicas, a greve será mantida para sensibilizar a população assistida que contribui para que os serviços de saúde sejam mantidos”, salienta o sindicato.
