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Vídeo e proximidade de eleição pesam a favor da cassação de Lorens, pego em "rachadinha"

Tanto a esquerda quanto a extrema direita pedem a cassação do mandato de Lorens Nogueira

Vídeo e proximidade de eleição pesam a favor da cassação de Lorens, pego em "rachadinha"
Lorens Nogueira no dia da diplomação, em 2024. Foto: Tami Taketani/Plural

Vereadores consultados pela reportagem do Plural avaliam que são grandes as possibilidades de cassação do mandato de Lorens Nogueira (PP), filmado contando dinheiro que seria oriundo de uma rachadinha em seu gabinete. A existência do vídeo e a proximidade do período eleitoral são os dois fatores que mais pesam contra o vereador, que está em seu primeiro mandato.

O caso andou com uma velocidade rara nos primeiros dias. Na mesma semana em que o vídeo veio a público, Lorens se reuniu com o presidente da Câmara, Tico Kuzma (PSD), e tomou a decisão de se afastar do Conselho de Ética, que presidia. Para seu lugar foi escolhido o vereador Hernani. Depois disso, Lorens não tem mais sido visto na Câmara, segundo colegas.

A denúncia contra ele foi apresentada e tramitou rapidamente pela corregedoria. Tico Kuzma marcou já para a segunda-feira (1) a votação em plenário para aceitação da denúncia. "A pressão popular está enorme", relatou um vereador, sob confidencialidade, ao Plural. Sendo assim, a denúncia deve ser acatada, dando início a um período de 90 dias de investigação.

Para azar de Lorens, o prazo deve se encerrar em agosto, às vésperas da eleição. E a maioria dos vereadores pretende disputar cargos na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, em Brasília. Há o receio dos vereadores de que deixar o caso sem punição possa influenciar negativamente a votação de todos eles.

Esquerda e direita pedem cassação

Lorens conseguiu um fato raro na atual legislatura: unir a extrema direita bolsonarista e a esquerda na Câmara. Ambos os lados querem sua cassação. Os vereadores de centro-direita são os que menos se manifestaram sobre o caso até o momento.

De um lado, a bancada do Partido Novo, somada a Eder Borges (PL) e Bruno Secco (PMB) fez vídeo dizendo que é preciso cassar Lorens para "moralizar" a Câmara. Curiosamente, Eder Borges, que faz a fala inicial do vídeo, foi absolvido de acusações igualmente graves, de nepotismo, por dois de seus companheiros de vídeo: Guilherme Kilter (Novo) e Bruno Secco (PMB) votaram contra a abertura de processo no caso de Eder.

À esquerda, a oposição a Eduardo Pimentel (PSD) também se pronunciou a favor da perda de mandato do vereador. Além dos três vereadores do PT, a bancada conta com Camilla Gonda (PSB) e Professora Ângela (PSOL).

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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