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Após reportagens do Plural, MPPR e Defensoria são acionados para investigação sobre merenda em Curitiba

Empresa já recebeu mais de R$ 1,34 bilhão em contratos de alimentação escolar e acumula registros de falhas graves

pessoas trabalhando em processamento de alimentos
Desde 2021, o conjunto desses contratos já desembolsou R$ 1,34 bilhão em valores acumulados | Foto: Tami Taketani/Plural.

Após uma série de reportagens do Plural sobre a qualidade a merenda escolar em Curitiba, a vereadora Giorgia Prates (PT) acionou o Ministério Público do Paraná (MPPR) e a Defensoria Pública do Estado (DPE), para uma investigação sobre a qualidade dos alimentos e os contratos com a empresa Risotolândia, que é fornecedora do município.

Os ofícios foram encaminhados nesta quinta-feira (02) para o Ministério Público de Contas, Defensoria Pública do Paraná, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Conselho de Alimentação Escolar (CAE) e à própria Secretaria Municipal da Educação. O objetivo, segundo o mandato, é que cada órgão adote as providências cabíveis dentro de sua competência para investigar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.

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Conforme informou o gabinete da vereadora, os ofícios se embasam no relatório produzido pela Gerência de Alimentação da Secretaria Municipal da Educação, posteriormente anexado ao processo judicial em que a Risotolândia tenta anular uma multa superior a R$ 1,2 milhão aplicada pela prefeitura. O caso foi revelado pela jornalista Rosiane Correia de Freitas no Plural.

O Plural apurou que Curitiba desembolsa atualmente cerca de R$ 347,2 milhões por ano com contratos de alimentação escolar. Desde 2022, os gastos cresceram aproximadamente 53%, e o conjunto desses contratos já consumiu R$ 1,34 bilhão em recursos públicos.

A vereadora questiona o fato de que, mesmo diante da quantidade de ocorrências registradas e da multa aplicada pela própria Prefeitura, a empresa permaneça responsável pelo fornecimento da alimentação escolar. "É preciso entender por que um conjunto tão expressivo de falhas não foi suficiente para reavaliar esse contrato. Se a própria administração reconheceu irregularidades graves e aplicou sanções, cabe agora aos órgãos de controle verificar se todas as medidas necessárias foram adotadas para proteger o interesse público e, principalmente, o direito das crianças a uma alimentação adequada."

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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