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Simepar registra quatro casos de nuvem funil no Paraná em menos de dez dias

Esse tipo de formação é o estágio inicial de um tornado, mas só representa perigo ao tocar o solo, resultando em ventos intensos

Simepar registra quatro casos de nuvem funil no Paraná em menos de dez dias
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O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) contabilizou quatro registros de nuvens funil em diferentes regiões do Estado em um período de nove dias. Esse tipo de formação é o estágio inicial de um tornado, mas só representa perigo ao tocar o solo, resultando em ventos intensos. A nuvem é caracterizada por sua aparência cônica, que se projeta da base de nuvens Cumulonimbus ou Cumulus.

Os casos recentes ocorreram em quatro datas distintas em janeiro de 2024. O primeiro foi registrado em 9 de janeiro, por volta das 13h, em Ponta Grossa. Dois dias depois, em 11 de janeiro, à tarde, uma nuvem funil foi observada em Paulo Frontin, próximo à divisa com Santa Catarina. O terceiro avistamento foi em 15 de janeiro, às 16h, em São Jorge do Ivaí, na região de Maringá. O caso mais recente identificado pelo Simepar ocorreu na tarde de sábado (17) de janeiro, em Arapongas.

A ocorrência de nuvens funil está ligada à instabilidade atmosférica, sendo mais frequente em áreas de tempestade. No Paraná, essas formações são comuns, especialmente na primavera e no verão, períodos que concentram grande parte das tempestades. Há registros, inclusive, de casos não filmados ou catalogados, principalmente em locais com baixa densidade populacional.

De acordo com Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, os ingredientes para a formação de tempestades severas, como umidade do ar e calor, estão presentes nesta época do ano. Ele acrescenta que forçantes meteorológicas – como frentes frias, ciclones extratropicais ou áreas de convergência – podem intensificar, ainda que indiretamente, esses fenômenos no Paraná.

No período de verão, o levantamento forçado do ar em serras e montanhas contribui para o aumento da intensidade das tempestades. A combinação de maior umidade e calor pode levar ao desenvolvimento de supercélulas, tempestades de grande desenvolvimento vertical, por vezes, ultrapassando 15 km de altitude.

Kneib explica que, dentro dessas tempestades, o cisalhamento do vento – a variação de direção e intensidade do vento entre diferentes camadas da atmosfera – acelera processos internos, podendo resultar na formação de mesociclones, que são ventos rotativos dentro da nuvem, de aproximadamente dois a 10 quilômetros de extensão. Esse processo favorece a formação de tempestades supercelulares, capazes de gerar ventos fortes, grande número de raios e chuvas intensas em curtos períodos. A rotação dos ventos nas supercélulas, por sua vez, pode dar origem à nuvem funil, um núcleo de condensação que se forma abaixo da tempestade devido à rápida queda da pressão atmosférica.

O meteorologista ressalta que a nuvem funil, por não tocar o solo, não apresenta risco direto para a população em terra, sendo uma preocupação maior para a aviação. Contudo, ela representa o estágio inicial de um tornado. Por isso, a orientação para quem observa o fenômeno é se afastar e procurar abrigo em locais com estruturas de alvenaria. Em residências, o banheiro é considerado o local mais seguro, devido às paredes reforçadas pelo encanamento.

O Simepar é responsável pela previsão de tempestades severas, e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil emite alertas à população. Para receber esses avisos, os interessados podem enviar um SMS com o CEP de sua residência para o número 40199.

Texto produzido a partir de informações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Esse texto foi produzido por um jornalista com o apoio editorial da IA do Plural.

Tags: Paraná clima

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