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Sanepar coloca culpa por falta de água no Ibama, mas obras estão atrasadas há anos

Para explicar a falta de água na véspera de Natal, Sanepar usou não apenas o calor forte como também a demora do Ibama em emitir licenciamentos para barragem do Miringuava

Sanepar coloca culpa por falta de água no Ibama, mas obras estão atrasadas há anos
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Depois de deixar cerca de 80 bairros de Curitiba e Região Metropolitana sem água na véspera de Natal, a Sanepar emitiu uma nota nesta quinta-feira (25) afirmando que conseguiu terminar a manobra para devolver o abastecimento ao normal às 17h da quarta. Segundo a companhia, a partir daí a água voltaria a circular normalmente, embora em algumas regiões a normalização ainda tenha demorado.

Para explicar a falta de água, a Sanepar usou não apenas o calor forte como também a demora do Ibama em emitir os licenciamentos para que a barragem do Miringuava, que aumentará a capacidade de produção de água potável na região, posse começar a ser enchida. "O reservatório do Miringuava será a quinta área de reserva de água potável para o sistema e terá capacidade para armazenar até 38,2 bilhões de litros, com potencial para atender, sozinha, 650 mil pessoas", diz o texto.

A Sanepar reclama que a autorização do Ibama levou cerca de dois anos. No entanto, a obra do Miringuava, considerada essencial para a região, está atrasada há muito mais tempo, e já tinha sido iniciada antes mesmo de Ratinho Jr. (PSD) assumir o governo do Paraná em 2019. As obras tiveram início em 2015 e só agora, em 2026, a represa deve ser enchida.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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