Texto de Marya Marcondes, aluna de Jornalismo da UFPR
Sob orientação de Rogerio Galindo
A presidente do Tribunal da Justiça do Paraná (TJPR), desembargadora Lidia Maejima, se manifestou nesta segunda-feira (23/03) durante sessão do Tribunal Pleno sobre os ataques racistas sofridos pela juíza de Direito auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF) e o conselheiro doutor Fábio Francisco Esteves, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
As agressões ocorreram no chat da transmissão ao vivo do evento "Paraná Lilás", programa de enfrentamento à violência contra mulheres e defesa da dignidade humana promovido pela Escola Judicial do TJPR (Ejud/PR).
No pronunciamento, a presidente ressaltou a gravidade do ocorrido, sobretudo diante do contexto de um evento voltado à defesa da dignidade humana e enfatizou que “o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná não deixará margem para ambiguidades: o racismo é crime inafiançável e imprescritível.” Para ela, “agredir um ser humano em um evento oficial não é apenas um atentado ao indivíduo, é uma afronta à Justiça e a todos que nela confiam."
Segundo a presidente, já estão sendo adotadas medidas para identificar e responsabilizar os autores. “O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná não será conivente com o racismo”, destacou. Em nota anterior do STF e do CNJ, houve também a solicitação de quebra de sigilo de dados junto aos provedores de internet para identificação dos autores.