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Vereadores de Curitiba abandonam sessão para não votar utilidade pública de terreiro de umbanda

Por volta das 10h20 houve uma debandada de vereadores, que teriam deixado o plenário para não votar em um projeto de Declaração de Utilidade Pública de um terreiro da capital

Vereadores de Curitiba abandonam sessão para não votar utilidade pública de terreiro de umbanda
Plenário da Câmara de Curitiba. Foto: CMC

A Sessão da Câmara de Vereadores de Curitiba terminou mais cedo nesta terça-feira (17). Por volta das 10h20 houve uma debandada de vereadores, que teriam deixado o plenário para não votar em um projeto de Declaração de Utilidade Pública para a Sociedade Espiritualista e Instituição Religiosa de Umbanda Casa da Vó Toninha.

A denúncia foi publicada nas redes sociais pelos vereadores Camila Gonda (PSB) e Professora Angela (PSOL). Segundo as parlamentares, a sessão acontecia normalmente e depois que entrou em pauta o projeto de lei que reconhece como utilidade pública o terreiro, diversos vereadores deixaram a sessão e a votação precisou ser adiada por falta de quórum.

“Coincidência? Não sabemos, mas é curioso como, quando se trata de reconhecer espaços das religiões de matriz africana, o plenário esvazia”, disse a Professora Angela.

O projeto em questão é uma iniciativa dos vereadores professora Josete e Ângelo Vanhoni (PT) e foi protocolado em 2024. O PL tramitou por quase dois anos para não ser votado por falta de quórum. Segundo publicação da vereadora Professora Angela, o projeto deve ser colocado em votação na sessão ordinária desta quarta-feira (18).

A Casa da Vó Toninha é um terreiro de umbanda que fica no bairro Capão Raso.

José Pires

José Pires

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura dos povos indígenas do Sul do Brasil; meio ambiente; política; cultura e liberdade religiosa

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