O Conselho de Ética da Câmara de Curitiba vai ter uma reunião extraordinária na próxima segunda-feira (21) para julgar um recurso do caso Eder Borges (PL). Denunciado por nepotismo, o vereador viu seu processo ser arquivado pelos membros do Conselho de Ética na semana passada. No entanto, a vereadora Giorgia Prates (PT), autora da denúncia, entrou com um recurso hierárquico, dizendo que o caso deve ser levado a plenário.
Eder Borges, ligado ao bolsonarismo, é acusado de contratar a própria enteada para o cargo de chefe de Gabinete, com salário de R$ 17 mil. O vereador diz que não tem mais qualquer relacionamento amoroso com a mãe da funcionária. No entanto, o Plural relatou diversos indícios de que o relacionamento continua ativo ou, no mínimo, ainda existia quando Eder fez a contratação.
O recurso protocolado por Giorgia Prates diz que o regimento da Câmara é omisso quanto ao grau de recurso para decisões do Conselho de Ética e que, por analogia, deve-se seguir o rito determinado quando o conselho sugere penalizações: ou seja, levar o caso para votação em plenário.
No Conselho de Ética, Eder contou com o apoio de vereadores ideologicamente próximos ao bolsonarismo, que disseram não ver qualquer motivo para a abertura de uma investigação. O processo foi arquivado por quatro votos contra três.