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Pressionada por vereadores de direita, vereadora já denunciou Eder Borges três vezes por conduta antiética

Transfobia, citação à Ku Klux Klan e suspeita de nepotismo foram motivos de denúncias contra vereador bolsonarista

Pressionada por vereadores de direita, vereadora já denunciou Eder Borges três vezes por conduta antiética
Giorgia Prates. Foto: Tami Taketani/Plural
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A vereadora Giorgia Prates (PT), que denunciou o suposto caso de nepotismo de Eder Borges (PL) ao Conselho de Ética da Câmara de Curitiba, afirma que pretende manter a fiscalização e negou que esteja “perseguindo” o colega de Legislativo.

Ameaçada de processo criminal por vereadores da extrema direita na Câmara, Giorgia negou que esteja perseguindo Borges, e disse que não teme qualquer ação judicial sobre o tema.

Na atual legislatura, Giorgia já protocolou três denúncias formais contra Eder. Uma delas, devido a um post do vereador em que ele dizia, sobre as mulheres trans, que não bastava “querer ser mulher” para de fato ser mulher.

O segundo caso, que Giorgia denunciou como racismo, aconteceu em abril quando Borges citou a Ku Klux Klan num debate sobre desarmamento, dizendo que a organização racista dos EUA, famosa por linchamentos de negros, surgiu para “desarmar negros que estavam se empoderando”.

As duas primeiras denúncias já foram arquivadas pela Câmara. A terceira, relativa à suspeita de nepotismo, com a contratação de uma chefe de gabinete que seria enteada do vereador, ainda está sob análise da Câmara.


Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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