O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (PL), foi às redes sociais comentar a tornozeleira eletrônica e as demais medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro (PL). Disse no X apenas três palavras:
"Mais uma palhaçada."
Isso ocorreu no fim da manhã desta sexta (18). Logo a seguir começaram os comentários dos bolsonaristas que o seguem, e Martins tomou um suadouro dos radicais, que cobraram dele uma postura mais dura.
Para os bolsonaristas radicais (que, no fim das contas, foram os responsáveis por dar uma carreira política a Martin), o vice-prefeito tratou como "palhaçada" aquilo que deveria ver como "crime".
Segundo eles, o vice não viu que "o regime está se fechando", que o Brasil está virando uma Venezuela, e coisas do gênero. Os mais exaltados chegaram a chamá-lo de meretriz (não foi bem essa a palavra) do Centrão.
Resultado: no meio da tarde, acossado, Paulo Martins fez mais uma tentativa de pacificar seus radicais de estimação. Disse na mesma conta do X:
Bolsonaro é um preso político. Essa palhaçada vai colocar o Brasil no mais profundo isolamento de nossa historia. Há uma Venezuela sendo construída em Brasília.
Nem assim escapou das críticas. Os fãs/haters disseram que ele descobriu isso tarde demais e que aparentemente não está fazendo nada para mudar a situação.
"Só vai ficar falando? Não vai articular manifestações pelo Brasil? Não vai Convocar o povo?", disse um deles.
Ou seja: a base do bolsonarismo não se conforma com o fato de que seus representantes não estejam tentando um golpe ou algo do gênero. E quem criou os corvos agora corre o risco de ter os olhos comidos por eles.