O desembargador Luís Cesar de Paula Espindola completa nesta semana um ano de afastamento de seu trabalho no Tribunal de Justiça do Paraná. O afastamento foi determinado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), depois que Espindola afirmou, durante um julgamento de um caso de assédio contra uma aluna de 12 anos, que hoje "são as mulheres que correm como loucas atrás dos homens".
Durante o período de seu afastamento, Espindola continua a receber não apenas seus vencimentos como desembargador como também os famosos "penduricalhos"do Judiciário: valores que não contam como salário e que em geral levam os contracheques da magistratura a exceder em muito o teto salarial do funcionalismo brasileiro.
Ao longo dos 12 meses de afastamento, Espindola recebeu contracheques que, no valor bruto, ultrapassam R$ 1,6 milhão. Média de R$ 140 mil mensais. Os valores são publicados pelo Portal a Transparência do próprio Tribunal de Justiça e são públicos. Abatidos os impostos e outros descontos, o desembargador recebeu, líquidos, nesse período em que não trabalhou, R$ 1,1 milão - média mensal de R$ 95 mil.