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Afastado do trabalho, desembargador recebeu R$ 367 mil em três meses

Desembargador foi afastado após dizer, em julgamento de assédio contra menina de 12 anos, que mulheres estavam "loucas atrás de homens"

Afastado do trabalho, desembargador recebeu R$ 367 mil em três meses
Luis Cesar de Paula Espindola: afastado desde julho das funções. Imagem: Reprodução
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O desembargador Luis Cesar de Paula Espindola, afastado de seu trabalho no Tribunal de Justiça do Paraná por problemas manifestações preconceituosas contra mulheres, recebeu R$ 367 mil líquidos nos últimos três meses, mesmo sem trabalhar.

Os pagamentos constam do Portal da Transparência do Judiciário paranaense e fazem parte do levantamento feito pelo Plural sobre os vencimentos dos desembargadores do Paraná.

Reportagem publicada nesta semana mostrou que, em média, os desembargadores do TJ paranaense receberam R$ 148 mil em “vantagens eventuais” por mês, nos meses de janeiro e fevereiro de 2025.

Espíndola foi afastado pela Corregedoria do CNJ em julho do ano passado depois de afirmar, durante um julgamento na 12a Câmara Cível do TJ, que hoje as “mulheres correm como loucas atrás dos homens”.

A fala se deu durante um julgamento de assédio sexual contra uma menina de 12 anos de idade. O afastamento de Espíndola foi confirmado em agosto passado pelo CNJ.

Espíndola recebeu R$ 107 mil em dezembro, depois R$ 135 mil em janeiro e em fevereiro recebeu R$ 125 mil líquidos.

Embora os valores estejam muito acima do teto do funcionalismo brasileiro, de R$ 46 mil, não se pode dizer que os pagamentos sejam ilegais, já que se referem a indenizações, gratificações e atrasados que são pagos não como salários, aproveitando brechas legais.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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