O Plural está fazendo uma campanha para conseguir ampliar o seu número de assinantes. Hoje, o jornal tem mais de 300 mil leitores mensais - no entanto, apenas uma pequena fração se dispõe a ajudar com uma pequena contribuição que permite a sobrevivência do trabalho.
Criado em 2019, o Plural jamais cobrou pelo acesso a seus conteúdos. Idealizadora do projeto, a jornalista Rosiane Correia de Freitas explica que a ideia é permitir que todos os leitores e todas as leitoras tenham acesso a reportagens de qualidade. "As mentiras circulam de graça na Internet. Se o jornalismo bem feito ficar escondido atrás de um pay wall vai ser a receita perfeita para a desinformação", diz ela.
Como não há exigência de pagamento, o Plural criou benefícios exclusivos para seus apoiadores, como newsletters, um grupo de WhatsApp para assinantes e sorteios de todo tipo de brindes. Os assinantes concorrem regularmente a ingressos, livros e até bolsas de idiomas gratuitas.
"A gente sabe que a maior parte das pessoas assina pela causa do jornalismo, por acreditarem que a cidade precisa de um veículo sério e independente. Mas também gostamos de mimar os nossos apoiadores", diz o cartunista Benett, um dos fundadores do Plural.
Atualmente, o Plural tem cerca de 700 assinantes ativos. Para o jornalista Rogerio Galindo, coordenador do projeto, é preciso que esse número suba para pelo menos 1.000 nos próximos meses. "Precisamos de mais 300 assinaturas para poder manter o trabalho e começar a fazer uma boa cobertura de eleições", diz ele.
Com o dinheiro das assinaturas e dos anúncios, o Plural mantém hoje uma equipe de 13 pessoas, na maioria jornalistas. Além dos três fundadores, são três repórteres de texto, uma fotógrafa/videomaker, um editor de newsletter, uma editora de redes sociais e dois estagiários produzindo conteúdo diariamente, além de repórteres de periferias para o projeto Periferias Plurais. O Plural também tem hoje duas pessoas no comercial e uma no financeiro.
"Tudo isso custa caro, e é preciso mostrar isso para as pessoas. Assim como elas pagam para ver Netflix ou ouvir Spotify, é preciso entender que o jornalismo também tem custos", diz Rosiane.
Para assinar o Plural, a partir de R$ 20 mensais, basta clicar aqui.