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MP pede que Arruda devolva R$ 1 milhão em caso de suposta "rachadinha" na Assembleia

Segundo blog, Ministério Público sustenta que bolsonarista usava cartões de crédito adicionais de seus assessores

MP pede que Arruda devolva R$ 1 milhão em caso de suposta "rachadinha" na Assembleia
O deputado estadual Ricardo Arruda. Foto: Divulgação/Alep
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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) moveu uma ação de improbidade administrativa contra o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) e cobrou do parlamentar bolsonarista a devolução de R$ 1.045.170,80, que teriam sido desviados por meio do esquema de “rachadinha” (quando o titular do cargo exige parte dos salários de seus assessores). A informação foi publicada nesta terça-feira (30) pelo blog Politicamente, do jornalista Karlos Kohlbach. A defesa de Arruda afirma que não foi notificada.

De acordo com o blog, o MP-PR sustentou que Arruda usava cartões de crédito adicionais de seus assessores na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Eles seriam lotados no gabinete do deputado e na Corregedoria da Alep, quando o bolsonarista ocupava a função de corregedor. Segundo a matéria, parte dos salários dos comissionados era usada para pagar a fatura do cartão de crédito de mulher de Arruda, Patrícia Miranda Arruda Nunes. Os recursos também teriam sido usados para pagar viagens internacionais e hotéis.

A ação foi proposta no dia 11 de setembro. Em abril 2024, o MP-PR denunciou Arruda à Justiça pelos crimes de peculato (rachadinha) e lavagem de dinheiro, mas a denuncia ainda não foi analisada pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Em outubro de 2023, o gabinete de Arruda na Alep e endereços do parlamentar em Curitiba e São Paulo foram alvo de uma operação do MP-PR, que cumpriu mandados de busca e apreensão.

Ao blog Politicamente, a defesa de Arruda afirmou que não foi notificada e que “qualquer manifestação prévia sobre o mérito da demanda seria precipitada”. A nota da defesa diz que o parlamentar “reafirma seu compromisso com a transparência, com a legalidade e, sobretudo, com os seus eleitores, que sempre pautaram sua atuação pública” e que “o deputado irá se pronunciar de forma técnica e responsável tão logo tenha acesso integral aos autos e possa exercer plenamente o seu direito de defesa”.

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Arruda é réu em outro processo no TJ-PR, suspeito dos crimes de associação criminosa, desvio de dinheiro público e tráfico de influência. Segundo o MP-PR, ele recebeu dinheiro para reincorporar policiais militares afastados da corporação.

Neste ano, o bolsonarista faltou a três sessões consecutivas da Comissão de Constituição e Justiça da Alep, mas teve sua vaga mantida – apesar da determinação contrário do Regimento Interno da Assembleia. Ele apresentou um atestado assinado por um dentista, quase 40 dias depois da primeira falta.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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