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Moro não comenta suposta ligação de presidente do União Brasil com o PCC; partido culpa Lula

Antônio Rueda seria dono de aeronaves utilizadas por integrantes da facção criminosa. Ele nega

Moro não comenta suposta ligação de presidente do União Brasil com o PCC; partido culpa Lula
Rosângela Moro, Antônio Rueda e Sergio Moro no início de setembro. Foto: União Brasil/Divulgação
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O senador paranaense Sergio Moro não comentou a denúncia contra Antônio Rueda, presidente do seu partido, o União Brasil, citado na investigação da Polícia Federal sobre a facção criminosa Primeiro Comando a Capital (PCC). Rueda é suspeito de ser dono de jatos executivos que estão em nome de fundos de investimento e transportariam integrantes do grupo criminoso.

O nome do presidente nacional do União Brasil foi citado por um piloto à Polícia Federal, depois da operação que revelou a presença do PCC no setor de combustíveis. Dois suspeitos que eram procurados pela PF fugiram em aeronaves. Segundo o piloto de uma delas, as aeronaves pertencem a uma empresa que tem Antônio Rueda como sócio oculto.

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Rueda negou qualquer ligação com o PCC. Em nota oficial, o União Brasil se solidarizou com o presidente da legenda e sugeriu que a informação foi revelada depois que o partido formalizou sua saída do governo Lula (PT). Por meio de sua assessoria, Sergio Moro informou que não comentaria o assunto e disse que seu posicionamento é o mesmo do partido. Os dois estiveram juntos no início de setembro, quando Moro assumiu a presidência do União no Paraná.

A posição contrasta com a imagem de Moro como juiz. Em 2013, por exemplo, o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba mandou prender 11 pessoas, entre elas dez agricultores, que foram declaradas inocentes posteriormente pela Justiça. As prisões foram feitas apesar da manifestação contrária do Ministério Público Federal (MPF). Alguns agricultores ficaram detidos entre 60 e 90 dias, mesmo sem provas, e processaram a União por causa das prisões.

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O União Brasil atribuiu a divulgação da informação sobre seu presidente ao fato de o partido estar deixando o governo Lula. Nesta quinta-feira (18), os filiados ganharam um prazo de 24 horas para deixarem os cargos em comissão no governo federal. Além de vários cargos, o partido tem o ministro do Turismo, Celso Sabino.

Nota do União Brasil

Segue a nota do União Brasil divulgada nesta quinta-feira:

União Brasil, por meio de sua Executiva Nacional e de suas Lideranças na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, manifesta irrestrita solidariedade ao Presidente Antonio Rueda, diante de notícias infundadas, prematuras e superficiais que tentam atingir a honra e a imagem do nosso principal dirigente.

Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no Governo Federal movimento legítimo, democrático e amplamente debatido nas instâncias partidárias.

Tal "coincidência" reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança e, por consequência, enfraquecer a independência de um partido que adotou posição contrária ao atual governo.

Esse posicionamento, aliás, foi hoje unanimemente reforçado pela aprovação da resolução que determina aos filiados do União Brasil o desligamento, em até 24 (vinte e quatro) horas, dos cargos públicos de livre nome ação na Administração Pública Federal Direta ou Indireta, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária.

União Brasil seguirá atuando em sintonia com os anseios da sociedade brasileira e jamais se intimidará diante de tentativas de ataque a seus dirigentes.

União Brasil Nacional

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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