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Funcionários da Celepar rejeitam PDV e planejam paralisação caso empresa retire direitos

Plano de demissões é essencial para o projeto de Ratinho Júnior de vender a companhia até o fim do ano

Funcionários da Celepar rejeitam PDV e planejam paralisação caso empresa retire direitos
Celepar poderá ser a próxima estatal vendida por Ratinho Júnior (Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)
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Em assembleia na tarde desta quarta-feira (7 de maio), funcionários da Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) rejeitaram novamente a proposta de acordo coletivo feito pela empresa, que inclui um Programa de Demissões Voluntárias (PDV).

A categoria decidiu que aguardará até o dia 15 deste mês para ouvir uma nova proposta da Celepar. Depois disso, poderá aprovará uma paralisação caso algum direito seja retirado do acordo coletivo, já que a empresa teria pressionado os funcionários a aprovar o acordo.

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A aprovação do PDV é essencial para o plano do governo de Ratinho Júnior (PSD) de privatizar a Celepar até o fim deste ano. O plano de demissões está previsto na lei aprovada em novembro pela Assembleia Legislativa do Paraná, que autoriza a desestatização da companhia.

A proposta já havia sido rejeitada, em assembleia realizada no dia 14 de abril pelo SindPD-PR (Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná). Nesta quarta-feira, dos 592 votantes, 439 recusaram a proposta, 148 se mostraram favoráveis e houve, ainda, cinco abstenções. A assembleia foi realizada em Curitiba e outras dez regionais.

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“A recusa ao PDV é a recusa também à privatização da Celepar", disse Paulo Jordanesson Falcão, representante do Comitê de Trabalhadores Contra a Privatização da Celepar. "Essa proposta é parte de um processo que tenta desmontar uma empresa pública lucrativa, eficiente e estratégica para o Paraná. Os trabalhadores não aceitarão passivamente esse desmonte”.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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