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Trabalhadores aprovam acordo e encerram greve do transporte em Foz do Iguaçu

Após mediação do Ministério Público do Trabalho, Visac mantém pagamento do “dirige e cobra” e diz que avaliará medidas para ressarcimento

Trabalhadores aprovam acordo e encerram greve do transporte em Foz do Iguaçu
Ônibus voltam a circular normalmente no início da noite após fim da greve em Foz do Iguaçu. Foto: Bruno Soares

A greve do transporte coletivo de Foz do Iguaçu foi encerrada ao final da tarde desta terça-feira (28), com aprovação em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Foz do Iguaçu (SITRO-FI). Após a decisão, o sistema voltou a operar a partir do início da noite, com 100% da frota.

O entendimento foi construído em mediação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho no mesmo dia, em meio ao impasse entre a Viação Santa Clara Ltda. (Visac), a Prefeitura e o sindicato.

Pelo acordo, foi aprovado reajuste de 5% no piso salarial e aumento no valor da cesta básica e da cesta natalina. O adicional conhecido como “dirige e cobra”, pago a motoristas que também realizam a cobrança de passagens, foi mantido, mas sem reajuste.

A paralisação havia começado na manhã de segunda-feira (27), quando ônibus deixaram de sair do Terminal de Transporte Urbano (TTU) a partir das 7h, reduzindo a operação a cerca de 33% da frota e afetando a regularidade das linhas.

O presidente do SITRO-FI, Rodrigo Andrade de Souza, comemorou a aprovação do acordo pela categoria e confirmou o encerramento do movimento. Segundo ele, não houve nova proposta além dos termos negociados, e pediu desculpas à população pelos transtornos causados durante a paralisação.

Em nota, a Visac informou que continuará pagando o adicional aos motoristas mesmo sem o reconhecimento formal do município no contrato. A empresa sustenta que o benefício decorre de acordo coletivo e afirma que, quando assumiu a operação em 2023, o adicional não estava vigente, razão pela qual não teria sido incorporado à proposta da licitação.

A concessionária também declarou que, diante da ausência de repasse por parte do poder público, avaliará quais medidas poderá adotar para buscar ressarcimento, sem detalhar os caminhos.

Do lado da Prefeitura, a posição de que o adicional não pode ser incluído no contrato foi mantida, “por se tratar de despesa previsível e já existente antes da licitação de 2023”.

Com o fim da greve, o serviço foi normalizado após dois dias de paralisação que afetaram o deslocamento de milhares usuários, com atrasos, intervalos irregulares e dificuldade para completar viagens pela cidade.

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