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Policial que matou fotógrafo em posto de gasolina é demitido da PF

Ronaldo Massuia atirou contra clientes em loja de conveniência, em 2022. Demissão foi publicada nesta quarta-feira

Policial que matou fotógrafo em posto de gasolina é demitido da PF
Câmeras de segurança do posto registraram Ronaldo Massuia atirando (Reprodução)
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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, demitiu da Polícia Federal (PF) o agente Ronaldo Massuia Silva, que responde na Justiça por ter atirado contra clientes em um posto de gasolina em Curitiba em maio de 2022. Os disparos causaram a morte do fotógrafo André Munir Fritoli e deixaram três pessoas feridas. Massuia será submetido a júri popular, que ainda não tem data marcada.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná, no dia 1º de maio de 2022 ele entrou na loja de conveniência após discutir com funcionários do posto e atirou pelo menos dez vezes com uma pistola de 9 mm. As imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira em André Fritoli. A defesa argumentou que Massuia havia sofrido um surto psicótico e que estava arrependido.

O policial foi denunciado em maio de 2022 pelo Ministério Público, por homicídio qualificado e sete tentativas de homicídio. Em fevereiro de 2023, a 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba decidiu que ele irá a júri popular. Massuia está preso. 

A demissão de Massuia foi publicada na edição desta quarta-feira (16) do Diário Oficial da União, por “praticar ato que importe em escândalo ou que concorra para comprometer a função policial; deixar de cumprir ou de fazer cumprir, na esfera de suas atribuições, as leis e os regulamentos; fazer uso indevido da arma que lhe haja sido confiada para o serviço; e prevalecer-se, abusivamente, da condição de funcionário policial”.

“O entendimento do ministro (Lewandowski) foi no sentido de que o acusado incorreu em infrações que comprometeram a função policial, tendo considerado, inclusive, que o acusado prevaleceu-se, abusivamente, de sua condição de funcionário público”, afirmaram em nota os advogados Elias Mattar Assad, Thaise Mattar Assad, Eduardo Antonio Perine, Edson Luiz Facchi Jr., Maria Teresa dos Santos Vicari e Rogério Nicolau, assistentes da acusação. "A assistência de acusação considera acertada a decisão do ministro e espera que o caso seja julgado pelo Júri de Curitiba em breve”.

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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