Oil Man, o biólogo e ex-professor que se tornou um ícone de Curitiba ao passear de bicicleta pelas ruas só de sunga e o corpo coberto de óleo, faleceu na madrugada desse sábado, 29 de março, aniversário de Curitiba. Nascido Nelson Rebello, Oil Man tinha 64 anos e estava internado no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie desde o dia 26 de março.
Como Oil Man, Rebello se fixou no imaginário coletivo da cidade. Durante décadas ele desfilou pelas ruas do Bacacheri e do Centro com sua bicicleta e a sunga vermelha, enfrentando o conservadorismo da cidade e seu clima imprevisível.
Com o notoriedade, Rebello circulou pelas páginas dos jornais locais e até mesmo programas nacionais de entrevista, como o Jô Soares Onze e Meia em 2001, no SBT e A Noite, com Danilo Gentili (gravado em 2017). Mas na cidade foi solenemente ignorado pela Prefeitura de Curitiba e a Câmara Municipal. No poder legislativo, Oil Man recebeu uma única homenagem, um Voto de Congratulações e Aplausos pela participação no programa do Jô Soares.
Rebello também não converteu a popularidade em votos, como outros personagens da cidade (como o Professor Galdino). Ele chegou a se filiar ao PSD a convite de Ney Leprevost em 2013, mas não chegou a concorrer a cargo eletivo.
Neste sábado, após a morte de Rebello ser noticiada por diversos veículos, Oil Man foi homenageado por diversas autoridades e celebridades da cidade. "Descanse em paz, Oil Man! Seu legado ficará eternamente em nossos corações", declarou Toni Reis, diretor-presidente da LGBTQIA+ Aliança Nacional.
A Prefeitura de Curitiba publicou uma foto de Rebello acompanhada de um texto em que afirma que "ele deixa saudade e uma imagem que vai seguir viva na memória dos curitibanos". O prefeito da cidade, Eduardo Pimentel, declarou em seu perfil pessoal no Instagram que Rebello "vai fazer falta".
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