A Corregedoria da Câmara de Curitiba está analisando a possibilidade de encaminhar para o Conselho de Ética cinco representações feitas contra vereadores da atual legislatura, que tomou posse em janeiro. Em caso de envio, caberá aos membros do Conselho decidir se instaura ou não procedimento para avaliar a possível quebra de decoro parlamentar.
Duas representações são contra o vereador João Bettega (União); duas são contra a vereadora Professora Angela (PSOL); e a quinta representação tem como alvo o vereador Guilherme Kilter (Novo).
As duas representações contra Bettega têm origem num vídeo em que ele acusava o ex-prefeito Rafael Greca (PSD) de corrupção. O vídeo, segundo uma das denúncias, teria “insinuações de que o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, teria praticado condutas ilícitas; que o vídeo atacava a honra do ex-prefeito; além de abuso de prerrogativa parlamentar ao ingressar em locais de gestão pública de forma desrespeitosa”.
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No caso das representações contra Professora Angela, o motivo das denúncias foi uma fala em plenário. Logo na primeira sessão plenária do ano, Professora Angela fez um comentário sobre a invasão da Faixa de Gaza pelo exército israelense, e acusou o Estado de Israel de ser “assassino”. Já na sessão, o vereador Eder Borges (PL) afirmou que pediria a abertura de um procedimento contra a vereadora por antissemitismo.
O processo contra Guilherme Kilter foi movido justamente por Professora Angela, e tem origem em um vídeo sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL). Kilter critica o vídeo da deputada, feito em resposta a outra postagem do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), e diz que ela mente. Ao fim, Kilter insinua que Erikca (que é uma mulher trans) mentiria inclusive sobre o fato de ser mulher, o que pode ser caracterizado como transfobia.
Caso abra um procedimento, o Conselho pode determinar que a vereadora quebrou o decoro, e neste caso, o plenário decide qual será a pena, que pode variar de uma censura pública até a perda do mandato.