Ações de coletivos sociais nas periferias de Londrina refletem o verdadeiro sentido do Natal: a partilha. Neste ano, doações solidárias garantiram a realização de três ações do Coletivo Popular Vista Bela em Movimento, atuante no bairro da zona Norte. Entre jantar comunitário e doações de cestas e refeições, centenas de famílias foram atendidas.
O jantar cultural na rua, na noite do dia 23 de dezembro, reuniu aproximadamente 500 moradores. Além da refeição compartilhada ao som de música ao vivo, foram entregues presentes para quase 230 crianças.
Na quarta-feira, dia 24, as ações seguiram com a 5a edição do Natal sem Fome. “Foram distribuídas 100 cestas completas com itens de cesta básica e os tradicionais itens da ceia de natal - pêssego em calda, leite condensado, creme de leite, panetone, etc. E ainda um frango assado com arroz pronto, mandioca cozida e farofa para cada família”, detalha a líder comunitária Vanessa Carolina Prates.
Nessa ação, foram atendidas 75 famílias do Vista Bela e outras 25 da ocupação do Jardim Barcelona.
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Solidariedade como prática
O Coletivo Popular Vista Bela em Movimento entende a solidariedade como uma prática diária, um posicionamento político diante da vida, e conta com a doação de pessoas que também acreditam nisso para desenvolver suas atividades, afastando-se de atitudes isoladas de caridade, tão comuns em datas como o Natal.
“A solidariedade, para nós, não é caridade nem gesto individual. Ela é uma prática política coletiva, construída no cotidiano do território, que transforma ausência de direitos em ação organizada. É por meio da solidariedade e da fraternidade que garantimos comida na mesa, cuidado com as nossas crianças, fortalecimento dos vínculos sociais e comunitários e principalmente dignidade para quem historicamente foi, e continua sendo negado pelo Estado”, explica Vanessa Prates.
Ela comenta como a prática da solidariedade promove a organização da luta por direitos nas comunidades.
“Quando a solidariedade se organiza, ela deixa de ser resposta emergencial e passa a ser caminho de resistência, de afirmação da vida e de construção concreta de caminhos possíveis para o alcance da justiça social.”

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