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Quem está de atestado médico pode viajar? Depende do tipo de afastamento

Viajar durante o afastamento médico não é automaticamente proibido, mas pode gerar problemas trabalhistas dependendo do motivo do atestado e das orientações médicas

Quem está de atestado médico pode viajar? Depende do tipo de afastamento
Foto: JESHOOTS.COM / Unsplash

Estar afastado do trabalho com atestado médico não significa, necessariamente, que a pessoa está proibida de viajar. A possibilidade depende do motivo do afastamento e das orientações médicas que acompanham o documento.

Segundo a juíza Ana Cristina da Silva, titular da 1ª Vara do Trabalho de Olinda, em Pernambuco, o atestado tem uma finalidade específica: garantir repouso e recuperação da saúde do trabalhador. Por isso, a avaliação sobre viajar durante o período de afastamento não é automática.

“A pergunta principal é se a viagem é compatível com a condição de saúde que motivou o afastamento”, explica a magistrada.

Situações em que a viagem pode não ser problema

A juíza destaca que cada caso precisa ser analisado de acordo com a condição de saúde do trabalhador.

Em situações em que o empregado está temporariamente impedido de exercer suas funções, mas não tem restrição de locomoção, uma viagem pode não comprometer o processo de recuperação.

Em casos relacionados à saúde mental, por exemplo, o deslocamento pode até ajudar no bem-estar do paciente, desde que esteja de acordo com a recomendação médica.

Quando viajar pode trazer problemas trabalhistas

Por outro lado, há circunstâncias em que a viagem pode ser considerada incompatível com o afastamento médico.

Isso ocorre principalmente quando o atestado determina:

Nessas situações, viajar pode ser interpretado como conduta de má-fé por parte do trabalhador.

“Viajar nessas condições pode gerar quebra de confiança e até levar à justa causa”, alerta a juíza.

Orientação é seguir o atestado

A recomendação geral é que o trabalhador respeite as orientações médicas indicadas no atestado e, em caso de dúvida, procure esclarecimentos com o profissional de saúde.

Agir com transparência e responsabilidade durante o afastamento ajuda a evitar conflitos trabalhistas e garante que o período seja utilizado, de fato, para a recuperação da saúde.

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