A concessão ferroviária da malha sul, firmada em 1997, terminará em 2027 e está previsto pelo Governo Federal um plano de fatiamento dos corredores logísticos com leilões para o fim deste ano, mas a proposta enfrenta resistência do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul).
Recentemente, o Codesul oficiou o Ministério dos Transportes sobre o assunto. Os quatro Estados que compõem o Conselho – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul – são contra este fatiamento (veja abaixo como está previsto o leilão):



A malha sul tem mais de 7 mil quilômetros e atravessa Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. É um importante corredor de escoamento de produção para portos, atendendo ao agronegócio, indústria e setor de minérios, o que deixa a disputa entre Governo Federal e Estados mais animosa.
Nesta quarta-feira (20) a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou a criação de uma subcomissão especial destinada a acompanhar o encerramento da concessão. O ato atendeu ao requerimento do deputado federal do Paraná, Beto Preto (PSD).
A proposta da subcomissão é para que sejam feitas audiências públicas e análises técnicas junto aos órgãos federais e estaduais para pensar outras alternativas além do fatiamento.

Outro ponto da pauta é um passivo R$ 2 bilhões em trechos que precisam de recuperação e por denúncias de que a concessionária estaria retirando trilhos do Rio Grande do Sul para uso no Paraná e em Santa Catarina.
No ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Superintendência de Transporte Ferroviária (Sufer) e à Concessionária Rumo Malha Sul S/A que interrompessem a retirada e o remanejamento de trilhos.
Ainda não foi divulgada data para que a subcomissão se reúna pela primeira vez.
