A 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba marcou para a próxima semana o julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, réu pelo ataque a tiros em um posto de gasolina no bairro Cristo Rei, em Curitiba, em 2022. O ataque resultou na morte do fotógrafo André Munir Fritoli e deixou outras pessoas feridas. O julgamento pelo Tribunal do Júri será nos dias 9, 10, 11 e 12 de fevereiro.
Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e 18 de defesa, além das sete vítimas que sobreviveram. Massuia foi denunciado m maio de 2022 pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por por homicídio qualificado e sete tentativas de homicídio. Em fevereiro de 2023, a 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba decidiu que ele iria a júri popular.
Segundo a denúncia do MPPR, no dia 1º de maio de 2022 Massuia entrou na loja de conveniência do posto depois de discutir com funcionários do estabelecimento. Ele atirou pelo menos dez vezes com uma pistola de 9 mm. A defesa argumentou que o então policial havia sofrido um surto psicótico e que estava arrependido. As imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento em que ele atira em André Fritoli.
Em abril do ano passado, Massuia foi demitido da Polícia Federal. A exoneração, assinada pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, foi publicada na edição de 16 de abril de 2025 do Diário Oficial da União, por “praticar ato que importe em escândalo ou que concorra para comprometer a função policial; deixar de cumprir ou de fazer cumprir, na esfera de suas atribuições, as leis e os regulamentos; fazer uso indevido da arma que lhe haja sido confiada para o serviço; e prevalecer-se, abusivamente, da condição de funcionário policial”.

No momento do crime, André estava na loja de conveniências do posto com a namorada, o irmão, Giórgio Fritoli, e um amigo. "A gente começou a ouvir uma discussão do nosso lado. Daí, quando a gente olhou, estava o segurança e o Ronaldo, hoje em dia eu sei que o nome dele é Ronaldo, mas então eu não sabia quem era, indagando o segurança, pedindo para eles irem para fora, porque ele queria saber se o segurança era policial", disse Giórgio Fritoli.
"A sociedade não espera de um policial federal uma atitude como esta, que mais se parece com cenas de terrorismo. Não se espera de um policial federal treinado atitudes como a vista nos vídeos", comentou o advogado criminalista Elias Matar Assad, assistente da acusação. O Plural tenta contato com a defesa de Ronaldo Massuia e fica à disposição de qualquer manifestação.
"Você fechar um caixão com um filho de 32 anos! Não tem como ficar impune. Não tem. Hoje foi o meu filho, o que me dói. Amanhã ou depois, se vocês não considerarem isso, pode ser um sobrinho de vocês, pode ser um filho de vocês."
Grace Fritoli, mãe de André Fritoli
