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Sorteio indica que Professora Ângela, do PSOL, enfrentará processo de cassação

Vereadora, acusada de apologia às drogas, será investigada por vereadores da extrema direita na Câmara de Curitiba

Sorteio indica que Professora Ângela, do PSOL, enfrentará processo de cassação
Professora Ângela, do PSOL. Foto: Tami Taketani/Plural
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O sorteio que definiu os integrantes da Comissão Processante responsável por investigar as denúncias contra a vereadora Professora Ângela (PSOL) praticamente definiu o resultado do procedimento. Dois dos três vereadores sorteados para fazer parte da investigação fazem parte do "núcleo duro" da extrema direita da Câmara de Curitiba, e quase certamente proporão a cassação do mandato da vereadora do PSOL.

Após o sorteio dos nomes, realizado na sessão desta segunda-feira (1), o vereador Olímpio Araújo Filho (PL), acabou eleito presidente da comissão processante. Bolsonarista, o vereador já entrou inclusive com várias denúncias na corregedoria contra vereadores de esquerda. Como relator do caso, foi eleito o vereador Renan Ceschin (Podemos). O terceiro integrante da comissão é Zezinho Sabará (PSD).

A melhor chance de Professora Ângela era ter maioria na comissão processante. Embora a oposição ao prefeito Eduardo Pimentel (PSD) na Câmara seja pequena, isso seria possível por se tratar de um sorteio. Mas agora é quase certo que o plenário, ao fim da investigação, receba um pedido de cassação da vereadora.

Professora Ângela, primeira vereadora eleita pelo PSOL em Curitiba, está sendo acusada de apologia às drogas. No mês passado, ela organizou uma audiência pública sobre redução de danos no uso de entorpecentes, e uma cartilha distribuída aos presentes foi entendida pelos vereadores da situação como estímulo ao consumo de drogas.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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