Nesta segunda-feira (23) o deputado Renato Freitas (PT) será ouvido pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), às 10h30. Além dele, advogados de defesa também estarão presentes. Freitas foi intimado nesta semana sobre a oitiva, que é referente à ocupação da Alep por trabalhadores da educação no ano passado.
Os autores da representação são os deputados Ricardo Arruda (PL) e Tito Barrichello (União), que acusam Freitas de ter participado de atos de depredação ao patrimônio durante o protesto. À época, a ocupação ocorreu porque os deputados votavam (e mais tarde aprovaram) o projeto de Lei de Ratinho Jr. (PSD), que autorizou a terceirização da gestão de mais de 200 colégios públicos do Paraná.

Segundo a denúncia, o parlamentar Renato Freitas teria se aproveitado de sua prerrogativa como deputado para facilitar o acesso de manifestantes à Assembleia Legislativa do Paraná, em junho de 2024, e incitado a ocupação do plenário, impedindo o exercício regular do Poder Legislativo. As ações foram gravadas por celulares e por câmeras das imediações e, de acordo com Renato Freitas, demonstram que o mérito da denúncia não se sustenta.
Nessa ação, em reunião mais recente do conselho, o deputado Márcio Pacheco (PP) apresentou na semana retrasada voto em separado ao do antigo relator Moacyr Fadel (PSD), que sugeria em seu relatório o arquivamento do caso. Todavia, ele renunciou a relatoria e a comissão nomeou a deputada Márcia Huçulak (PSD) como nova relatora.