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Projeto pode garantir auxílio financeiro para vítimas de eventos climáticos extremos em Curitiba

Projeto da vereadora Camilla Gonda quer instituir Política de Proteção Climática Permanente em Curitiba

mulher branca falando ao microfone
Câmara analisa projeto que institui Política Curitibana de Proteção Climática Permanente, de autoria da vereadora Camilla Gonda | Foto: Tami Taketani/Plural.
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As comissões da Câmara Municipal começam a analisar o projeto de lei que cria a Política Curitibana de Proteção Climática Permanente, de autoria da vereadora Camilla Gonda (PSB). Pelo texto, a cidade teria um mecanismo de transferência monetária direta para pessoas em situação de vulnerabilidade social, que residem em áreas de risco de desastres naturais.

Na prática trata-se de uma espécie de “auxílio emergencial”, como foi adotado pelo Governo Federal ao longo da pandemia da Covid-19. A destinação dos recursos tem de atender parâmetros que serão criados pela administração pública e sociedade civil.

Pelo texto, o valor do benefício deve atender a, no mínimo, custo de 15 dias de cesta básica por membro da família, multiplicado pela probabilidade de ocorrência ao desastre. O valor também deve levar em consideração custos com abrigo, transporte e materiais básicos para sobrevivência.

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O pagamento se dá, pelo projeto, em parcela única – renovável em caso de novo desastre e não tem impacto sobre outros programas sociais ou benefícios. “Esta política reforça o princípio de justiça climática, reconhecendo que os curitibanos em condições de maior vulnerabilidade econômica são os mais afetados pelas enchentes e, portanto, merecem uma compensação adequada. A política complementa outras iniciativas de mitigação e adaptação, buscando assegurar que os mais pobres não sejam os mais prejudicados pelos desastres climáticos”, destaca a parlamentar na justificativa do projeto.

Ademais, no PL, consta estudo do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), de 2014, no qual estão elencados os riscos de inundações em 50 anos nas regionais de Curitiba. As regionais do Cajuru e do Boqueirão são as que apresentam mais vulnerabilidade.

Impacto financeiro

A instituição da Política custará aproximadamente R$ 59 milhões por evento climático extremo, cerca de 0,41% e 0,46% do orçamento anual da Prefeitura de Curitiba.

Conforme previsto no texto, os recursos para a implementação da medida deverão constar nas próximas versões do Plano Plurianual e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a partir do exercício de 2026.

O projeto tramita desde maio deste ano e está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aguardando parecer do vereador Toninho da Farmácia (PSD).

 

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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