O senador Sergio Moro (PL) foi um dos oposicionistas mais empenhados em derrubar a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Ao longo do processo, Moro já havia deixado claro que votaria contra a indicação de Messias, e durante a sabatina reafirmou sua posição.
Moro afirmou que, do seu ponto de vista, o mais certo seria deixar a decisão sobre o substituto do ministro Roberto Barroso, que se aposentou no final de 2025, para o próximo presidente da República, a ser eleito em outubro. Com isso, o tribunal permaneceria pelo menos até o início de 2027 com um ministro a menos.
Moro também disse que é preciso que o presidente da República indique pessoas que não sejam tão próximas dele. A Constituição não exige qualquer tipo de distanciamento desse tipo. Os critérios exigidos formalmente são o notório saber jurídico e o caráter ilibado.
Ao final da votação, quando houve o anúncio de que Messias não foi aprovado pelo Senado, Moro, que é candidato ao Governo do Paraná, postou um vídeo em suas redes sociais dizendo que essa foi uma "grande vitória" da oposição a Lula.
Os outros dois senadores paranaenses não se manifestaram sobre seu voto. Oriovisto Guimarães (Podemos) informou que está em viagem para o exterior e não compareceu à sessão.
Flavio Arns (PSB), por sua vez, compareceu à sessão e votou, mas preferiu não se posicionar publicamente sobre seu voto.