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Eleitores de Pimentel e Paulo Martins deveriam chamar o Procon

Martins aceitou a vice sem querer o cargo porque não lhe custava nada. Apareceu na tevê e nas mídias sociais, deixando seu nome mais forte para campanhas futuras

Eleitores de Pimentel e Paulo Martins deveriam chamar o Procon
Paulo Martins, eleito vice-prefeito. Foto: Tami Taketani/Plural

Alguém chame a Claudia Silvano! O Procon precisa notificar um certo senhor que hoje está sentado na cadeira de vice-prefeito de Curitiba. Na hora da venda, se comprometeu a ficar por lá durante quatro anos. Agora, um ano e tanto depois, diz que a garantia já expirou e que vai deixar seus mais de 500 mil eleitores na mão. Está partindo pra outra.

É claro: do ponto de vista legal, Paulo Martins tem todo o direito de preferir ser deputado federal. Abandonar um mandato no meio não é ilegal e nem é novidade. Vereadores e deputados vivem fazendo isso - mas no Executivo a situação é mais grave, já que não temos 50 prefeitos e o "suplente" é um só.

Em Curitiba, Algaci Tulio já abandonou a vice-prefeitura para ser deputado. O caso era diferente: tinha brigado com Cassio Taniguchi depois da eleição. Martins, não. Só nunca gostou mesmo da ideia de fazer política na província e sempre se interessou mais por Brasília.

Aceitou o cargo porque não lhe custava nada e porque podia deixá-lo quando bem entendesse. Gastou zero real na campanha, apareceu na tevê e nas mídias sociais, deixando seu nome mais forte para campanhas futuras, e agora que está n o caro revela que nunca se interessou pelo posto ao qual se candidatou. E a vontade do eleitor? Ora, e quem se importa com isso, não é mesmo?

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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